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A obra de instalação do passadiço da praia de Altura, no concelho algarvio de Castro Marim, já está em curso e deverá estar concluída em outubro, anunciou o município.

Em janeiro, a autarquia tinha anunciado a consignação da obra para permitir a salvaguarda do cordão dunar entre a praia de Verdelago (Altura) e a praia da Lota (Manta Rota, Vila Real de Santo António), com um prazo de conclusão previsto para junho, mas a quarenta imposta pela pandemia de covid-19 levou “algumas empresas a recorrer ao ‘lay-off’” e dilatou a “conclusão para outubro”, esclareceu à agência Lusa uma fonte do município.

A obra do cordão dunar da praia de Altura consiste na colocação de um passadiço elevado entre a praia da Verdelago e a praia da Lota, a poente da localidade balnear castro-marinense, que terá um comprimento de 1.500 metros e uma largura de três, precisou o município.

A estrutura “serpenteará o sistema dunar, mas abraçando os apoios de praia a enquadrar na frente de mar e com zonas de descanso e iluminação”, acrescentou a autarquia do sotavento algarvio, no comunicado em que anunciou o início dos trabalhos.

A mesma fonte referiu que, “numa segunda fase, este mesmo passadiço fará a ligação com a praia de Monte Gordo”, também no concelho vizinho de Vila Real de Santo António, mas a nascente de Altura, onde também existe outra estrutura de madeira já instalada.

“A elevação desta infraestrutura promove a redução da erosão costeira, uma vez que garante o não pisoteio, bloqueia a ação do homem sobre as zonas de proteção, fomenta a estabilização de areias para a formação de dunas e possibilita a instalação de vegetação natural, restabelecendo assim a dinâmica do habitat dunar”, justificou o município.

A intervenção também inclui a requalificação de cinco acessos à praia, já existentes, estimando-se o total do investimento em 752.904,12 euros.

O projeto foi realizado sob orientação da Agência Portuguesa do Ambiente e “em conformidade com a dinâmica sedimentar do respetivo cordão dunar”.

A autarquia referiu ainda que a obra está a ser realizada no âmbito do PO SEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, do Portugal 2020, cofinanciada a 75% pelo Fundo de Coesão (fundos europeus), acrescentando que a comparticipação nacional e a despesa não elegível serão financiadas com recurso a uma linha de apoio do Banco Europeu de Investimento destinado às autarquias.

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