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A comissão recordou, em declarações à Lusa, que o Governo havia prometido a divulgação, até ao verão, das conclusões daquele estudo.

Sobre eventuais protestos em iniciativas em que os membros do Governo e o Cavaco Silva participem, uma vez que se considera agora que não são bem-vindos na região, o porta-voz, João Vasconcelos, disse que o grupo não está a preparar nada nesse sentido, mas admitiu que possam surgir protestos populares.

“Eles têm de sentir que fizeram um grande mal aos algarvios e a todos quantos nos visitam”, afirmou João Vasconcelos, recordando que a EN125, estrada nacional gratuita que se tornou na via preferida para quem atravessa o Algarve, recebe atualmente demoradas filas de trânsito e é palco de mais acidentes e feridos, enquanto a A22 (autoestrada com portagens desde dezembro passado) está deserta.

O representante disse aguardar também com expectativa a renegociação dos contratos das concessionárias com o Governo relativamente à exploração das antigas vias sem custos para o utilizador (SCUT, como a A22) assim como do agendamento de uma reunião com o ministro da Economia, solicitada há um ano.

Os membros da comissão reuniram-se este fim de semana, em Armação de Pêra, e decidiram pedir audiências com os grupos parlamentares e com a presidente do Parlamento, Assunção Esteves, quando for entregue na Assembleia da República a petição que está a ser preparada com vista à suspensão das portagens na A22.

Na quarta-feira, 11 de julho, a comissão irá colocar novos ‘memoriais’ no Chinicato, próximo de Lagos, em Lagoa, Pêra e nos acessos a Albufeira, uma ação que procura lembrar os ferimentos e as mortes ocorridos na EN125 desde a introdução de portagens, a 08 de dezembro de 2011.

A comissão pretende promover ações surpresa, tanto na EN125 como na A22, e diz que vai continuar a preparar uma marcha de veículos sobre a Ponte Internacional do Guadiana, que terá participação de espanhóis.

Lusa

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