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O PCP considera que o despedimento coletivo dos trabalhadores da escala de Faro da empresa de handling Groundforce, anunciado esta quarta feira, “é uma situação indecorosa, verdadeiramente inaceitável, que exige uma resposta e uma intervenção muito clara por parte do Governo, que tutela todas as empresas – SPdH/Groundforce, que é da TAP, e a empresa que vai ficar com o negócio, a Portway, que é da ANA” – através do ministério das Obras Públicas e Transportes.

“Se o acionista Estado é o principal e único responsável por estas empresas, tudo isto está a passar-se sob a tutela e responsabilidade direta do Governo. Se está a acontecer assim, é porque o Governo concorda”, defendeu Bruno Dias.

O PCP promete questionar o ministro da tutela, António Mendonça, sobre este assunto na próxima segunda feira, aquando da audição do responsável dos Transportes na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado na especialidade.

Numa pergunta hoje entregue na Assembleia da República e dirigida ao ministério dos Transportes, o PCP exige “que o Governo ponha fim a este processo de degradação do handling nacional e anule este despedimento coletivo”.

Os comunistas acreditam que este processo tem em vista a privatização da Groundforce.
“Neste processo de desestabilização permanente, perderam-se milhões de euros do erário público, degradou-se um setor lucrativo e eficiente até o transformar num setor que acumula prejuízos artificiais e perde qualidade, atacou-se a estabilidade no trabalho e os salários e prejudicou-se seriamente a economia nacional”, consideram os comunistas.

A bancada do PCP dirigiu também uma pergunta ao ministério do Trabalho, questionando sobre que procedimentos pretende adotar “perante este comportamento abusivo e ilegal das administrações da TAP e da SPdH”.

Os comunistas questionam ainda se é aceitável o despedimento coletivo numa empresa "que tem 700 postos de trabalho ocupados por empresas de trabalho temporário".

O deputado Bruno Dias anunciou ainda que vai reunir-se no próximo domingo com os trabalhadores, em Faro.

Lusa

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