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Pe. Cunha Duarte explicou origem do presépio tradicional algarvio

O sacerdote e historiador da Diocese do Algarve começou por sublinhar, no contexto da afirmação do Natal que, do século I ao IV, a Páscoa era a “festa das festas”. “A partir dessa data, o Natal adquiriu uma data convencional e assumiu-se como festa litúrgica”, explicou, acrescentando que “no século XI, a espiritualidade da infância do Salvador, iniciada por São Bernardo de Claraval, vai gerar um movimento que abre a porta ao presépio”. “Os pintores inspiram-se nos sermões de São Bernardo” e “a imaginária nascente vai colocar Maria com o Menino de pé ou sentado no seu colo” com coroa, ceptro real, manto, mundo na mão, para assinalar a realeza e a senhoria de Cristo, de acordo com o espírito medieval.

O sacerdote explicou que São Bernardino de Sena e Santa Brígida são também nomes importantes no que respeita à divulgação da devoção ao Menino Jesus.

Apontando a origem da influência sobre o presépio tradicional algarvio, o padre Cunha Duarte justificou que “no século XVI, o cardeal Bérulle introduz, em Avignon (França), a tradição das searinhas e das laranjas ao lado do Menino Jesus, para Ele abençoar as sementeiras e as árvores de fruto” e “no século XVII, os conventos armam o presépio colocando a imagem do Menino Jesus em cima do altar”.

“A região da Provença (sul de França) foi o grande centro de irradiação do presépio com raízes medievais”, afirmou, referindo que a tradição dos presépios com frutos “foi levado pelos portugueses para a Ilha da Madeira, para os Açores e para o Brasil”. “Os missionários espanhóis divulgam-no na América do Sul. Em Portugal, ainda podemos ver este presépio no Baixo Alentejo e no Algarve”, disse, lembrando que “o presépio tradicional algarvio conserva as raízes medievais”. “É um trono ou altar armado em escadaria .O Menino Jesus está de pé, no cimo do trono. À volta coloca-se verdura e ramos de laranjeira. Na escadaria colocam-se laranjas e searinhas germinadas. Uma lamparina acesa está sempre presente”, enumerou.

A exposição de fotografia inaugurada naquele dia ficará patente até 6 de Janeiro na CCDR e tem entrada livre.

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