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Servindo-se da teoria do amor conjugal de Stenberg, psicólogo norte-americano, o sacerdote, também licenciado em Psicologia pela Universidade de Salamanca (Espanha), falou de um “triângulo do amor”, entre “intimidade, paixão e compromisso”. “Trata-se de entender o amor numa uma perspectiva evolutiva e não estática”, explicou.

Neste sentido, sublinhou que as “relações estáveis” são sinal de uma “intimidade alta, paixão baixa e compromisso alto”, as relações “de controlo” de uma “intimidade e paixão baixa e compromisso alto”, as relações “curtas” de “intimidade moderada, paixão alta e compromisso baixo ou inexistente” e as relações “longas” implicam “intimidade alta, paixão moderada e compromisso muito alto”.

Salientando que “o amor não é uma realidade estável” mas em crescimento, enumerou e caracterizou as várias “etapas” do amor, desde a do “enamoramento” à do “amor companheiro”, passando pelo “amor romântico”. A propósito destas fases, o sacerdote explicou que “a probabilidade de divórcio sobe exponencialmente entre pessoas casadas de etnias diferentes”. “Porque quando alguém casa, casa com o outro, mas o outro arrasta a família”, justificou.

Por outro lado, o conferencista ironizou afirmando que “ninguém devia casar apaixonado”. “A paixão ou amor cego é quando não vejo o outro como ele é”, explicou, acrescentando que as pessoas deveriam “casar por amor”, pois “o amor é querer estar ao lado do outro apesar de todos os seus defeitos”.

Numa alusão ao “ciclo da vida a dois”, o padre Dinis Faísca elucidou que este se divide em 10 etapas que “implicam desafios e crescimento, após situações de crise na vida familiar”. “A crise tem um aspecto positivo porque contribui para a mudança e evolução”, referiu. Desde a etapa do “compromisso” à da “família que se dissolve” com a morte de um dos cônjuges, passando pelas etapas da “lua-de-mel”, “do nascimento do primeiro filho”, da “família com filhos pré-escolares”, da “família com filhos em fase escolar”, da “família com filhos adolescentes”, da “família como plataforma de descolagem”, do “ninho vazio”, e da “família com pessoas reformadas”, o sacerdote a todas identificou e caracterizou.

Já na fase de diálogo com o conferencista, o padre Dinis sublinhou que, na preparação para o Matrimónio, procura sempre “alertar os casais para as consequências que a decisão comporta”.

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