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Após a leitura da provisão da nomeação do novo pároco, da sua profissão de fé e juramento de fidelidade a Cristo e à Igreja, da entrega simbólica da chave da igreja e da assinatura do auto da tomada de posse, o bispo do Algarve evidenciou os “sinais que explicitam a missão do pároco na comunidade”. D. Manuel Quintas referiu-se concretamente à “proclamação da palavra de Deus” como o “serviço por excelência que o padre é chamado a prestar à sua comunidade”. “Esta é a missão de todo o batizado e o primeiro responsável pela realização dessa missão é o bispo da diocese”, acrescentou.

Depois da homilia, seguiu-se o renovamento das promessas sacerdotais do novo prior e a parte mais simbólica da Eucaristia de tomada de posse. O bispo diocesano convidou o novo prior a visitar os lugares mais significativos da igreja para o exercício do seu ministério – confessionário, pia batismal e sacrário –, três espaços intimamente ligados à missão do padre e a três sacramentos fundamentais na missão do sacerdote – Eucaristia, batismo e confissão –, como fez questão de sublinhar D. Manuel Quintas na sua intervenção. O novo pároco foi ainda convidado a sentar-se na cadeira da presidência para que se lembre da sua missão de presidir à comunidade.

O padre Pedro Manuel, de 28 anos, natural de Monchique, reconheceu que “ser pároco é o sonho de qualquer padre”. “A realização concreta e plena do múnus de conduzir, governar e educar, só na realidade de uma comunidade encontra sentido”, complementou, confessando repartir, a partir de agora, o seu coração por “dois amores”: aquela comunidade paroquial e o Seminário diocesano, onde membro da equipa formadora (prefeito) também juntamente com o cónego José Pedro Martins (reitor).

O novo prior explicou que “a paroquialidade da Sé é conjunta, na prática, há já algum tempo”. “Hoje oficializámos uma prática”, disse, lembrando, mais adiante, ter sido associado ao serviço da evangelização daquela paróquia pelo cónego José Pedro Martins quando este ali chegou.

E ao cónego José Pedro Martins prometeu colaboração. “Pode estar certo que darei o melhor que sei e tenho para que, em conjunto, possamos ser os pastores e pais que a nossa paróquia precisa”, disse, manifestando a sua “unidade na missão e comunhão de irmão no desempenho deste desafio”.

Ao bispo do Algarve, o padre Pedro Manuel expressou a sua obediência. “Hoje sou pároco da Sé, mas amanhã o senhor bispo pode precisar de mim noutro sítio qualquer, noutra missão qualquer. Disponha, coloque-me onde quiser e para o que quiser, pois a obediência não é metáfora e a missão é sempre uma necessidade que todos devemos encarar como de Jesus Cristo”, disse.

Mas foi aos paroquianos que o padre Pedro Manuel dirigiu a maior parte da sua intervenção. “Estou no meio de vós como quem serve”, disse, lembrando que “na Igreja, qualquer missão é serviço”. “Estou aqui para vos servir e ajudar a encontrar o melhor caminho para Jesus Cristo. Mostrai-me o caminho para as vossas vidas, mostrar-vos-ei o caminho para Deus. Convosco quero aprender a ser o pastor e o pároco à imagem de Jesus Cristo, Bom Pastor. Estou disposto a entregar tudo o que sou e a ser tudo para todos. Preciso de todos vós para ser melhor padre. Preciso do vosso testemunho de fé, oração e amizade”, afirmou.

Samuel Mendonça

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