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“As análises efetuadas até ao momento indicam que a morte de peixes no Rio Guadiana se deve a um fenómeno natural relacionado com a elevada presença de microplâncton não nocivo para a saúde pública”, pode ler-se no comunicado conjunto das Câmaras de Vila Real de Santo António, Castro Marim, Alcoutim e Ayamonte (Espanha), as autarquias afetadas pelo problema, cuja origem era desconhecida até hoje.As autarquias precisaram que a “o fenómeno está localizado na zona do estuário do Guadiana e continua a ser monitorizado pelas autoridades ambientais de Portugal e de Espanha”, sendo, no caso português, a Agência Portuguesa do Ambiente e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve as responsáveis pelo controlo ambiental.Foi ainda assegurado pelas câmaras que as análises efetuadas às águas do rio Guadiana e das zonas balneares “estão de acordo com os parâmetros exigidos por lei, não existindo, por isso, qualquer risco para a saúde pública, nem para a prática balnear”.

Os municípios vão também continuar, com o apoio da Marinha, de associações de pescadores e de recreio náutico e das autoridades ambientais portuguesas, a remover os peixes mortos que ainda surjam, para “minorar incómodos para as populações”, frisaram as câmaras, no texto.

As autarquias e as autoridades ambientais acordaram também “reunir-se semanalmente para acompanhar a situação até que se justifique”, ainda segundo o comunicado, que surgiu depois de as autoridades responsáveis pela monitorização ambiental na foz do Guadiana se terem reunido com os presidentes dos municípios de Castro Marim, José Estevens, de Alcoutim, Francisco Amaral, e o Alcaide de Ayamonte (Espanha), José Rodriguez Castillo.

Estes municípios, situados na fronteira luso-espanhola da foz do Guadiana, têm estado nas últimas três semanas a braços com toneladas de peixes mortos que aparecem no rio, sem que até agora se tivesse descoberto a origem do problema.

“A origem do problema é natural e o peixe estará a morrer devido a uma toxina. As entidades deram-nos a garantia de que não há risco para a saúde pública”, tinha afirmado hoje à Lusa o autarca de Vila Real de Santo António, Luís Gomes.

 
Lusa

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