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Segundo fonte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) contactada pela Lusa, as análises efetuadas por aquele organismo revelaram que não há indícios de alteração da qualidade da água, que apresenta um elevado índice de oxigénio, embora se aguardem ainda os resultados das análises aos animais.

A mortandade – que afetou apenas a tainha, uma espécie de peixe com baixo valor comercial -, foi detetada inicialmente em Alcoutim, estendendo-se depois a Castro Marim e Vila Real de Santo António (VRSA), mas a maior parte dos peixes mortos está agora concentrada na margem espanhola do rio.

Segundo disse à Lusa fonte da capitania local, as autoridades suspeitam que a situação tenha sido originada por uma descarga ilegal de peixes já mortos ou moribundos, apanhados em redes de pesca e devolvidos pelos pescadores à água por terem pouco valor comercial.

Outra das possíveis causas é o aumento brusco da temperatura da água resultante das correntes de Sudeste que nas últimas semanas têm atingido o Algarve, mas o facto de a mortandade apenas se verificar numa única espécie de peixe leva as autoridades a acreditarem numa descarga ilegal.

O peixe, que deambulou vários dias pelo rio em estado de putrefação, causando mau cheiro, chegou a atingir a praia de Vila Real de Santo António, na segunda-feira, mas desde aí não voltou a aparecer na costa, sublinhou o comandante das capitanias de Tavira e Vila Real de Santo António.

A mesma fonte estimou que a totalidade de peixes mortos não deverá ter ultrapassado os 400 quilos, restando agora na água cerca de um quarto dessa quantidade, uma vez que a maior parte já foi recolhida pelas autoridades e serviços municipais.

Os peixes estão agora a ser analisados nos laboratórios do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Lusa

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