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“Ardeu a freguesia de uma ponta à outra”, disse Sidónio Brazão à agência Lusa.

Sessenta por cento da freguesia, se não for mais, já desapareceu. Tudo, tudo, tudo!”, disse, escusando-se a adiantar mais pormenores.

O incêndio deflagrou cerca das 14:00 de quarta-feira em Catraia, na freguesia serrana de Cachopo, mantendo-se ativo e em evolução em direção a Tavira há mais de 40 horas.

Cerca de 700 operacionais, apoiados por sete meios aéreos, continuam a tentar combater as chamas, que já se aproximaram da vila de São Brás de Alportel, mas que entretanto desviaram-se novamente no sentido de Tavira, acrescentou.

Durante a noite, o fogo rondou a aldeia de Cachopo e esteve perto de atingir a cidade de Tavira, preocupação que se mantém hoje de manhã, com uma das frentes do incêndio, virada para a A22, a lavrar a cerca de uma dezena de quilómetros daquela via.

A circulação na Estrada Municipal (EM) 397, que liga Cachopo a Tavira e que quinta-feira esteve encerrada, está hoje a processar-se com dificuldade, devido ao fumo e aos detritos do incêndio acumulados na via, constatou a Lusa no local.

Lusa

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