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Peregrinação levou cerca de 400 avós ao Santuário da Mãe Soberana

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Cerca de 400 avós peregrinaram na última sexta-feira à tarde, no Dia Mundial dos Avós, ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade, popularmente evocada como Mãe Soberana, em Loulé.

O Dia dos Avós comemora-se a 26 de julho por ser a data em que se celebra a memória litúrgica de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus.

A iniciativa, promovida pela Diocese do Algarve através do seu Departamento da Pastoral Social, foi presidida pelo bispo diocesano, D. Manuel Quintas, e teve início com a recitação do rosário presidida pelo diácono Luís Galante, coordenador daquele organismo.

Na eucaristia que se seguiu, o prelado realçou que “a vocação e a missão dos avós é decisiva” no seio da família “como suporte afetivo e financeiro também”, mas igualmente importante na igreja e na sociedade. D. Manuel Quintas salientou a “relação com os netos tão importante para o equilíbrio afetivo e humano de quem está a crescer e precisa de amparo, de apoio” e de alguém em quem confiar plenamente.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Sabemos também que, no seio da família, os avós são aqueles que habitualmente têm mais tempo para estar com os netos, para brincar com eles, oferecendo carinho e afeto”, sustentou, acrescentando que isso acontece também nas comunidades paroquiais.

O bispo do Algarve evidenciou não apenas a “importância da sua presença” e “contributo”, mas também do seu “testemunho de fé”, “um testemunho de fé que significa essa luz que iluminou a sua vida passada, ilumina a presente e quer iluminar também a vida futura”. “São João Paulo II dizia que os avós são os guardiões da fé, da vida de oração e da educação dos valores cristãos”, completou, lembrando que “a transmissão destes valores cristãos e humanos faz parte da vocação e da missão dos avós”. “Quantos de nós devemos aos nossos avós a nossa iniciação à fé?”, interrogou, pedindo aos avós que não tenham medo de transmitir às novas gerações aquilo que foi importante na sua vida.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Há valores que o tempo não gasta, nem devemos deixar que gaste porque são fundamentais para a construção da sociedade, do convívio entre as pessoas. Não podemos renunciar a esses valores, a esses alicerces que são tão importantes para a construção até do mundo em que nós vivemos”, completou.

O bispo diocesano advertiu ainda para a importância da opinião dos mais velhos. “Os anciãos são como sentinelas que olham para o mundo que nos rodeia de um lugar um pouco mais elevado e por isso veem mais longe. A vida vivida e a experiência da vida dá-lhes um olhar diferente sobre a própria vida e sobre as situações do mundo de hoje. Por isso, é importante escutá-los, ter em conta a sua opinião, seguir os seus conselhos”, alertou.

D. Manuel Quintas concluiu assim que ser avô ou avó “constitui seguramente uma das maiores bênçãos de Deus”. “É a vida que se prolonga. Alguém dizia que os netos são como a «sobremesa» da vida. Mesmo que a vida tenha sido atribulada, não tenho sido como se teria projetado ou gostado que fosse, quando aparece uma «sobremesa» como esta dos netos, normalmente compõe a vida, dá sentido à vida, dá cor à vida. Os netos são uma bênção de Deus na vida daqueles que foram pais e agora são avós”, sustentou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Quando às vezes, pela idade, pelo cansaço, a que normalmente se unem algumas fragilidades de saúde, pode parecer que a vida seja inútil, não é. Enquanto o coração bate é sinal que deve ser vivida com amor. Quando pensardes que já não tendes forças para fazer aquilo que antes fazíeis, podeis sempre rezar. Mesmo sem palavras podeis estar sempre unidos ao coração de Deus”, acrescentou, realçando a importância da oração.

Participada por muitos utentes de centros paroquiais e misericórdias de vários pontos do Algarve, a eucaristia, que terminou com uma oração pelos avós recitada por todos, contou ainda com o canto do coro do infantil da paróquia de São Bartolomeu de Messines.

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