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A descoberta foi anunciada por um investigador e professor da Universidade do Algarve na sessão de apresentação do trabalho de identificação, organização e inventariação do arquivo paroquial que teve lugar na Sé de Silves.

Luís Oliveira explicou que ambos os pergaminhos se encontravam a “forrar livros da Confraria de Nossa Senhora do Rosário” e que “é provável, pelo seu conteúdo, que fossem propriedade de confrades dessa confraria”.

O investigador destacou que o primeiro pergaminho, referente a uma sentença de acordo judicial, deve pertencer à segunda metade do século XV, enquanto o segundo documento encontrado no fundo arquivístico da paróquia de Silves, escrito em francês medieval, respeita a um contrato de compra e venda de bens e respetivo transporte e tem data de 1563. “Em 1563, quando o assoreamento do rio Arade é particularmente sentido e usado como argumento para legitimar a transferência da sede episcopal para Faro, há gente ligada a Silves que tem interesses comerciais no noroeste da Europa”, evidenciou.

O historiador, que lembrou que a parte relativa à Idade Moderna do Arquivo da Sé de Silves se encontra acessível em Faro, integrada no Arquivo da Sé, a atual sede do bispado algarvio, lamentou ainda o desaparecimento do Arquivo Medieval da Sé de Silves. “Não conheço nada anterior ao século XV no arquivo da Sé do Algarve”, deu conta Luís Oliveira.

Samuel Mendonça
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