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"Com o mau tempo a barra está mais difícil de navegar e com a maré vazia não se consegue mesmo sair nem entrar", contou hoje à Lusa Rogério Martins, pescador e dono de um barco táxi na Fuzeta, lamentando o dinheiro que se "jogou ao mar" e sugerindo a construção de paredões para segurar a barra.

Dia 26 de novembro, a nova barra, localizada a cerca de 800 metros a nascente do porto de Fuzeta-Terra e que faz parte de uma empreitada no valor total de 980 mil euros, foi aberta oficialmente com a presença da presidente da Sociedade Polis Ria Formosa, Valentina Calixto.

Nesse mesmo dia, a comunidade piscatória da Fuzeta, ouvida pela Lusa no local, criticou a Sociedade Polis por ter criado uma nova barra marítima sem um paredão fixo, alertando que se não fosse dragada constantemente o inverno eliminaria a obra e o dinheiro gasto seria deitado ao mar.

A 02 de dezembro já se registava o assoreamento de uma parte do canal de acesso ao mar que condicionou a funcionalidade da nova barra, impedindo os pescadores de irem para a faina.

Quinze dias volvidos, o prognóstico dos pescadores tornou-se verdade: a barra nova não está navegável.

A presidente da Sociedade Polis, explicou, há 15 dias, que a colocação da nova barra foi uma decisão resultante de estudos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Administração da Região Hidrográfica do Algarve e Universidade do Algarve.

A Sociedade Polis acredita que com o encerramento de uma velha barra que existe mais a nascente, para o lado de Tavira, e que está a concorrer com a nova barra, o problema se altere.

A empreitada, que decorreu durante sete meses e incluiu os trabalhos de fecho da barra espontânea aberta pelas intempéries do último inverno, o reforço do cordão dunar e a abertura da nova barra, representou um investimento de 980 mil euros, informa o Polis.

O "Polis Litoral Ria Formosa" é um plano estratégico de requalificação e valorização da Ria Formosa, cujo investimento total é superior a 87 milhões de euros e que tem uma sociedade onde os municípios de Faro, Olhão, Loulé e Tavira participam com capital social.

Lusa

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