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Em declarações à Lusa, o presidente da Junta de Freguesia, José Bernardino, explicou que alguns pescadores decidiram concentrar-se à porta da biblioteca local, onde decorre a votação, embora não se tenham registado perturbações no ato eleitoral.

Apesar de a votação estar a “decorrer normalmente”, refere o autarca, alguns pescadores decidiram, cerca de uma hora depois da abertura das urnas, manifestar o seu “descontentamento” em relação às pessoas que foram votar, mas sem incidentes.

Os pescadores da Fuseta tinham apelado à população para se unir num boicote eleitoral para reivindicar uma barra fixa já que a nova, recentemente inaugurada, não é construída em pedra e ficou assoreada devido ao mau tempo, o que dificulta a faina.

Contudo, pouco depois da abertura da única secção de voto da freguesia, os eleitores começaram a afluir às urnas, ignorando o apelo feito pelos pescadores, difundido através de “placards” espalhados pela aldeia.

Os pescadores também aproveitaram hoje para empunhar cartazes rudimentares junto à entrada para as mesas de voto onde se podia ler “As dragas já chegaram, não vamos em canções, o povo da Fuseta não vai às eleições”.

A freguesia da Fuseta, no concelho de Olhão, é composta por uma comunidade maioritariamente piscatória e tem cerca de 3000 eleitores.

Folha do Domingo/Lusa
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