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Já no final da sua conferência da passada quinta-feira, dia 1 de Julho, no jantar promovido pelo núcleo do Algarve da ACEGE – Associação Cristã de Empresários e Gestores, António pinto Leite, presidente daquela organização, divulgou alguns dos seus projectos futuros.

Regozijando-se pelo facto de a ACEGE, ao final de seis décadas de existência, continuar a ser a “única associação cristã empresarial” no país, composta por “muita gente com imensa responsabilidade na economia”, que representam “70 por cento do PIB” e “espalhados por 15 núcleos”, Pinto Leite anunciou um “programa de responsabilidade social dirigido às pequenas e médias empresas”. “Brevemente esperamos ter pronto um programa de responsabilidade social dirigido às pequenas e médias empresas para ajudá-las a pensar e estruturar, desde o princípio da sua semente, a consciência sistematizada dos critérios a ter em conta em termos de responsabilidade social”, disse.

Por outro lado, anunciou que outro dos “propósitos estratégicos” da ACEGE “é aceder às grandes redes de associações empresariais que atingem a economia toda”. “Estou muito esperançado de que, com o pacote da responsabilidade e este acesso às redes, possamos fazer bem a muita gente”, afirmou.

António Pinto Leite anunciou ainda que a ACEGE espera ter pronto em Setembro um “Fundo de Bem Comum” que aguarda a aprovação da CMVM – Comissão de Mercado de Valores Mobiliários. “A ACEGE entendeu que também devia ter uma obra social. Concebeu-se fazer uma sociedade de capital de risco que gere o fundo que tem um destino apenas: apoiar projectos empresariais para desempregados com mais de 40 anos”, explicou, garantindo que “foi necessário reunir 2,5 milhões de euros”. “Cada candidato com perfil de empresário, aprovado por este processo, terá consigo um grande empresário que ficará a inspirá-lo e motivá-lo”, explicou.

Outro dos projectos da ACEGE que referiu foi os Grupos Cristo na Empresa. Esta iniciativa, que já arrancou, nasceu da ideia de separar sete ou oito empresários que já se reuniam nas empresas por forma a criarem oito novos grupos. “A verdade é que já se juntaram 70/80 pessoas e o senhor Cardeal Patriarca de Lisboa já pediu para se reunir com eles”, testemunhou.

A terminar, referiu ainda a intenção da ACEGE em criar um “grande projecto” para “ajudar a Igreja a preservar-se”. “Queremos amar a Igreja e esperamos que a Igreja se deixe amar porque achamos que podemos ajudá-la”, disse Pinto Leite, referindo-se ao objectivo de ajudar os sacerdotes a concentrarem-se nas funções que são estritamente específicas do exercício do seu ministério. “Nos EUA é exactamente assim. O padre só está concentrado na pastoral, no bem comum, na dinamização pastoral ou espiritual. Imaginem, se isto der certo, o bem que ajudamos a fazer”, sublinhou.

Samuel Mendonça

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