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De acordo com o diretor da Diretoria de Faro da PJ, Mota Carmo, a operação conjunta das autoridades portuguesas e espanholas, iniciada "há algum tempo", culminou na terça-feira, com a interceção do barco de matrícula portuguesa e a apreensão de 151 fardos de haxixe e pólen de haxixe com origem em Marrocos.

A PJ crê que os quatro homens detidos, com idades entre os 30 e os 45 anos, de várias nacionalidades, "integram uma rede internacional que se dedica ao narcotráfico a partir de Espanha, país onde a organização proprietária da embarcação tem a sua sede".

De acordo com o diretor da PJ de Faro, o haxixe e o pólen de haxixe, com origem em Marrocos estava acondicionado em 151 fardos, "e não se destinaria a Portugal, seria transferido para Espanha, e eventualmente seguiria para o norte da Europa".

"Trata-se da maior apreensão de haxixe ocorrida este ano no Algarve", salientou aquele responsável.

Segundo Mota Carmo, a rede "estava sob vigilância há algum tempo", tendo a operação culminado com a interceção da antiga embarcação de pesca "Portugal Conhecido", matriculada no porto de Sesimbra, em alto mar ao largo da costa algarvia.

Os quatro homens detidos que constituíam a tripulação da embarcação, estavam desarmados e apenas um "reagiu à detenção da polícia", observou.

Nas operações de vigilância, interceção, abordagem e detenção dos tripulantes, estiveram envolvidos a PJ, o serviço de vigilância aduaneira espanhola, a Marinha e a força aérea portuguesas, e a polícia marítima.

Na opinião do diretor da PJ de Faro, os resultados no combate ao narcotráfico "ficam aquém do esperado”, sublinhando que “só com a colaboração e sinergia de esforços é que é possível obter resultados".

O responsável acrescentou que os detidos deverão ser apresentados hoje ao tribunal, prosseguindo a investigação em Portugal e Espanha, "no sentido de debelar toda a organização".

Lusa

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