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De acordo com o inspetor chefe da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da PJ, Ricardo Macedo, a operação que culminou com a apreensão de cerca de uma tonelada de haxixe e a detenção das quatro pessoas iniciou-se há cerca de uma semana, em colaboração com a Autoridade Marítima.

"Recebemos a comunicação, fizemos a vigilância e, depois de uma saída da embarcação para alto mar, apercebemo-nos de que se tratava de uma ação de tráfico", explicou hoje aos jornalistas o inspetor chefe da UNCTE, no Ponto Naval da Marinha, em Portimão.

O produto estupefaciente encontrava-se distribuído por diversos fardos, "acondicionados nos flutuadores da embarcação, equipada com dois motores, cada um com 90 cavalos de potência".

"Trata-se um ‘modus operandi’ pouco habitual”, observou Ricardo Macedo, acrescentando que esta "será a segunda apreensão com este tipo de procedimento".

A PJ acredita que os detidos, três homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos, de nacionalidades espanhola e argentina, "fazem parte de uma rede internacional que se dedica ao narcotráfico a partir de Espanha".

Ricardo Macedo explicou que dois homens foram detidos no Porto de Lagos, a poucos metros da embarcação, enquanto outras duas pessoas – um homem e uma mulher – foram intercetados e detidos na Via Infante de Sagres (A22), perto de Castro Marim, quando tentavam fugir numa viatura para Espanha.

O responsável acrescentou que a embarcação "seria, provavelmente, levada para um armazém ou para Espanha, para ser retirado o produto estupefaciente, que é proveniente de Marrocos".

Na operação, a PJ apreendeu também quatro viaturas, telemóveis, dinheiro e vários documentos. De acordo com aquele responsável da PJ, as investigações vão prosseguir no contexto da cooperação internacional.

Lusa

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