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Em comunicado, a PJ refere que os oito homens e duas mulheres foram indiciados no âmbito de uma investigação, a qual foi enviada para o Ministério Público (MP) com proposta de acusação de todos os suspeitos.

Os arguidos, dos quais dois homens e uma mulher que se encontram em prisão preventiva desde abril passado, são suspeitos dos crimes de associação criminosa, clonagem de cartões de crédito, branqueamento de capitais, falsificação de documento, burla qualificada, tráfico de estupefacientes e posse de arma proibida.

De acordo com a PJ, em abril de 2011, no Algarve, alguns dos arguidos terão, alegadamente, clonado cartões de crédito com dados obtidos através da internet, tendo realizado cerca de 100 supostas transações comerciais, no valor aproximado de 240.000 euros, o qual creditaram na conta bancária de uma empresa constituída por eles através de um terminal Multibanco.

"Depois, com recurso a cheques bancários, os restantes arguidos dissimularam a origem do dinheiro que reintegraram nos respetivos patrimónios", lê-se no comunicado.

Acrescenta que em outubro de 2001 parte dos arguidos terá alugado cinco automóveis a uma empresa, tendo, alegadamente, falsificado as matrículas e documentos, "vendendo uma por 8.500 euros e colocado as outras no mercado pelo preço de 2.000,00 cada".

A PJ anunciou também que durante as buscas domiciliárias, foram apreendidos 99 pés de canábis, mais de 100 cartões contrafeitos, computadores, telemóveis, duas pistolas e quatro viaturas – "três das quais devolvidas ao lesado" – e o saldo de contas bancárias.

Lusa
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