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Em declarações à Lusa, fonte da diretoria de Faro da PJ adiantou que o homem, de 31 anos, detido na quarta-feira de madrugada, trabalhava em Faro como empregado de mesa, tal como o primeiro suspeito, detido na passada sexta-feira.

Os dois são acusados do crime de roubo agravado pela morte do rececionista, de 82 anos, cuja autópsia revelou um ataque cardíaco como a causa de morte, embora os assaltantes também o tenham agredido, acrescentou a mesma fonte.

A vítima, que terá morrido entre as 06:00 e as 06:45 do dia 14 de abril, estava sozinha na receção do hotel quando foi surpreendida pela dupla de assaltantes, que roubaram um cofre com cerca de 100 euros.

Segundo fonte da PJ, o octogenário terá feito frente aos criminosos, que o terão arrastado já morto para um quarto contíguo à receção, fugindo de seguida.

O primeiro suspeito está a aguardar julgamento em prisão preventiva e o segundo deverá ser hoje ouvido no Tribunal de Faro para eventual aplicação de medidas de coação.

De acordo com o sócio gerente da unidade, António Ferrinho, o hotel dispõe de duas câmaras, que serviam apenas para visualizar as entradas e saídas num monitor, mas que costumam estar desligadas.

Aquele responsável acredita que os criminosos conheciam as rotinas do hotel, admitindo que o facto de a unidade estar cheia nesse fim de semana devido ao Rali de Portugal os possa ter levado a pensar que havia muito dinheiro no cofre.

O rececionista, que era o responsável pelo turno da noite – entre as 00:00 e as 08:00 – trabalhava naquele hotel há 14 anos e é descrito pelo gerente como uma pessoa “bem-disposta” e “muito ativa”.

A unidade, situada no centro de Faro e com 41 quartos, era uma antiga residencial, fundada em 1983, e que há dois anos foi reconvertida num hotel de duas estrelas.

Lusa

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