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A Polícia Judiciária (PJ) deteve na terça-feira, no Algarve, um advogado suspeito da prática de crimes de burla qualificada e de branqueamento de capitais, ao usar em proveito próprio dinheiro de clientes para pagamento de dívidas ao Estado.

Em comunicado, a PJ indicou que o homem, de 50 anos, “no âmbito das suas funções”, recebeu de clientes a quantia de cerca de 445 mil euros para pagamento de dívidas à Autoridade Tributária e à Segurança Social, quantia que lhe foi entregue depois de convencer os clientes de que tinha obtido acordos de redução de dívidas com as respetivas entidades.

“Na posse da sobredita quantia, o arguido embolsou-a em proveito próprio e circulou-a por várias contas bancárias, a fim de ocultar a sua proveniência”, lê-se no documento.

Por seu turno, a Procuradoria da Comarca de Faro do Ministério Público (MP), indicou na sua página na internet, que sobre o advogado recaem suspeitas de ter enganado dois clientes de nacionalidade sul-africana, em 2015 e 2016, ao induzir “em erro, as vítimas que transferiram para o advogado quantias monetárias superiores a 400 mil euros”.

“Além disso, suspeita-se que o arguido terá, ainda, utilizado movimentos bancários entre várias contas para dissimular a proveniência de diversos montantes e o seu benefício ilegítimo”, sublinha a Procuradoria.

O inquérito é dirigido pelo MP da 2.ª Secção de Faro do Departamento de Investigação e Ação Penal, estando a investigação a cargo da diretoria de Faro da Polícia Judiciária.

O homem detido por ordem do Ministério Público vai ser ouvido em tribunal em primeiro interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação.

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