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Numa conferência de imprensa realizada na capitania de Vila Real de Santo António, o comandante da Zona Marítima do Sul, Marques Ferreira, explicou que a embarcação vinha de sul para norte, em direção a Portugal, junto a linha que delimita a Zona Exclusiva Económica (ZEE), e quando foi intercetada pela lancha de fiscalização da Marinha Portuguesa "Pégaso" fugiu em direção à zona espanhola, mas sem sucesso.

Lusa

"Estes são os factos. Agora a Polícia Judiciária vai investigar e tentar determinar esses elementos", afirmou Marques Ferreira, quando questionado se a embarcação apreendida vinha de Marrocos e se destinava a uma praia portuguesa.

O comandante admitiu, no entanto, que "a embarcação estava registada em Cádiz (Espanha), tinha dois motores de 200 cavalos e autonomia para fazer a distância entre os dois países em cerca de cinco horas".

No processo de fuga, segundo o tenente Silva Angelo, comandante da "Pégaso", os tripulantes, ambos de nacionalidade espanhola, "jogaram ao mar um saco com um telefone satélite, uma bateria e um cartão, que foram recuperados".

"Ambos apresentavam um ar normal, havia material de pesca a bordo, pescado e parecia uma típica embarcação de pesca lúdica que sai para um dia no mar", acrescentou, dizendo que os detidos foram cooperantes.

Marques Ferreira qualificou a apreensão como de "média dimensão", mas sublinhou que "1,5 toneladas já é uma quantidade considerável" e representa a maior apreensão do ano da Polícia Marítima numa ação própria, apesar de já ter participado noutras operações conjuntas com a Polícia Judiciária.

Marques Ferreira disse que "às 13:00 de terça feira, a cerca de 23 milhas a sul de Vila Real de Santo António, a lancha de fiscalização da Marinha Portuguesa “Pégaso”, numa patrulha de rotina, intercetou a embarcação de recreio espanhola “Minbugy”, com dois tripulantes espanhóis a bordo que agiram de forma suspeita", ao lançarem ao mar o telemóvel de satélite.

Depois de a embarcação ter sido conduzida ao porto de Vila Real de Santo António, foi sujeita a inspeção por parte dos piquetes da Polícia Marítima e Polícia Judiciária, que encontraram “vários fardos de haxixe dissimulados”, tendo sido necessário uma "inspeção mais rigorosa para serem detetados", frisou o comandante Marques Ferreira.

Os dois tripulantes foram detidos e foram presentes ao juiz para determinação da medida de coação a aplicar.

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