Pub

"O PO-PNSACV cria uma exceção para poder ordenar e fazer intervenções em matéria de surf e até de auto-caravanismo”, disse à Lusa o presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), Tito Rosa.

“Entendemos que o parque beneficia com estas actividades quanto mais elas forem disciplinadas, organizadas e promovidas", explicou Tito Rosa, acrescentando que têm estado a falar com escolas de surf no âmbito do programa Polis previsto para aquela zona.

O PO-PNSACV prevê que sejam criadas infraestruturas e meios necessários para melhorar os acessos, zonas de estacionamento para auto-caravanas, armazéns para guardar pranchas, criação de escolas de surf, pontos de energia elétrica e água.

Estas estruturas vão ser autorizadas "em zonas de proteção elevada" porque é a melhor forma de gerir o espaço, evitando o "descontrole", a "indisciplina e o salve se quem poder e que só traz prejuízos para a própria natureza”, explicou o presidente do ICNB.

"A nós não nos interessa andar à caça da multa ou da contraordenação e a lamentarmo-nos todos os dias com o degradação das coisas, isso não é uma atitude positiva", observou o responsável, reconhecendo que o surf e o caravanismo são importantes para a imagem do parque.

"A indisciplina é que nos traz desvantagens", argumentou, recordando que estas "oportunidades" só são possíveis com a revisão do novo PO-PNSACV.

Apoiar a criação de hotéis de quatro estrelas, turismo de natureza e turismo rural são outras oportunidades que o novo PO-PNSACV permite, adiantou o presidente do ICNB.

Segundo aquele responsável, o Plano de Ordenamento é sempre um "porto de equilíbrio entre várias actividades", como a pesca, agricultura, turismo, lazer, caça, porque isto é o que “lhe dá a sustentabilidade e a torna diferente de todas outras situações”.

Privilegiamos no âmbito do PO um "turismo mais qualificado", associado sobretudo a hotéis de quatro estrelas, turismo rural, turismo de natureza. Queremos o desenvolvimento dessas estruturas turísticas", admitiu.

Lusa

Pub