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A limpeza incidiu em mar, com trinta mergulhadores distribuídos por seis barcos, mas também em terra, onde uma equipa de escuteiros recolheu lixo na zona envolvente ao porto, nos molhes e junto à praia.

A recolha de lixo no mar foi dificultada pela escassa visibilidade, o que torna os mergulhos mais perigosos já que naquela zona muito do lixo existente são redes de pesca, disse à Lusa Felizardo Pinto, do centro de mergulho “Open Waters”.

O porto de pesca de Quarteira é um dos mais movimentados no Algarve, com uma frota de cerca de 300 barcos, vocacionados sobretudo para a pesca artesanal, segundo afirmou o presidente da Junta de Freguesia de Quarteira.

Em declarações à Lusa José Mendes diz que esta ação de limpeza serve para preservar o ambiente mas também para sensibilizar os pescadores para as consequências de deixarem para trás redes e outras artes de pesca.

“Por muito cuidado que os pescadores tenham há sempre restos de redes e outros apetrechos que caem ao mar, prejudicando a própria pesca”, afirma o autarca, lembrando que o lixo afasta os peixes.

“A poluição prejudica não só os pescadores como os consumidores pois se o pescado escassear fica mais caro”, alerta José Mendes, ansioso pela inauguração da nova lota de Quarteira que acredita que fará disparar a venda de peixe.

O lixo recolhido hoje – no perímetro do porto de Quarteira mas que se estendeu também no mar até à praia de Olhos d’Água, em Albufeira, e à de Vale do Lobo, em Loulé, será encaminhado para a Algar, empresa que trata os resíduos na região.

A iniciativa realizou-se ao abrigo do “Project Aware” e foi organizada pelo centro de mergulho “Open Waters”, que disponibilizou o material de mergulho.

A Câmara de Loulé e a Junta de Freguesia de Quarteira patrocinaram a ação de limpeza pelo segundo ano consecutivo.

Lusa

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