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O apelo dirige-se, sobretudo, a turistas alemães que tenham estado em Portugal, nas zonas de Lagos e de Lisboa, entre 6 e 11 de julho, afirma-se num comunicado da Polícia bávara.

“É sobretudo importante saber se o suspeito foi visto a 10 de julho em Lagos ou nos arredores, com ou sem Alexandra, e é de especial interesse saber se foi visto em locais pouco habituais, ou em atividades estranhas”, afirma-se no comunicado.

A Políca alemã esclarece ainda que Gunnar Dorries, 43 anos, viajou para Portugal a 6 de julho, na companhia de Georgina Zito, de nacionalidade angolana, que era residente em Estugarda, e da filha Alexandra, alojando-se com elas num hotel de Lagos.

A 10 de julho, o suspeito terá arrastado Georgina para a água na praia do Canavial, onde a afogou, simulando um acidente, desaparecendo em seguida com a pequena Alexandra nos braços.

Horas depois, chegou ao hotel já sem a filha, segundo as investigações entretanto realizadas pela Polícia Judiciária em Portugal, e foi para Lisboa num carro de aluguer, apanhando depois um avião para Munique.

A 15 de julho, um comando especial da Polícia alemã deteve Gunnar Dorries no seu apartamento, com base num mandado de captura europeu emitido pelas autoridades portuguesas.

Desde então, o suspeito está detido em regime de prisão preventiva na capital da Baviera, já foi interrogado várias vezes pela Polícia, mas recusa-se a dizer o paradeiro de Alexandra.

Chegou mesmo a afirmar que a criança estava viva, a última vez que a viu e que a entregou a um casal de turistas no Algarve, mas a Polícia alemã, tal como a Polícia portuguesa, que já efetuou buscas no local, julgam que a criança deve estar morta.

Portugal já pediu a extradição do suspeito, mas este recorreu entretanto para o Supremo Tribunal Regional de Munique, que só deverá pronunciar-se num prazo entre quatro a seis semanas, segundo o advogado de defesa, citado na edição de hoje do Diário de Notícias.

Lusa

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