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“Este sindicato exige desde já que sejam tomadas as medidas preventivas que se impõem, de forma a minorar os efeitos nefastos que resultam da interdição no orçamento das famílias que dependem única e exclusivamente da pesca”, afirma o sindicato em comunicado.

Os trabalhos de prospeção começaram na segunda-feira ao largo de Faro e decorrerão até 19 de maio, condicionando o exercício da pesca em todo o sotavento algarvio.

De acordo com um edital da Capitania do Porto de Faro, as características daquelas operações são incompatíveis com a existência de artes de pesca caladas na zona a pesquisar.

Por outro lado, o sindicato manifesta o receio de que possam ocorrer problemas de ordem ambiental caso venha a ser encontrado petróleo.

O comunicado observa que na zona em questão são exercidas atividades piscatórias em que operam embarcações que capturam espécies com valor comercial, tais como o lagostim, o tamboril, a gamba, a pescada e o camarão.

O edital da Capitania de Faro adverte que o incumprimento daquela interdição constitui uma contraordenação punível com coima de 400 a 2.500 euros se o infrator for pessoa singular e 2.500 a 30.000 euros nos casos de pessoa coletiva.

“Por incrível que possa parecer, são os pescadores que estão impedidos de exercer a sua atividade profissional na procura de ganhar o pão de cada dia e como prémio desse impedimento podem estes ainda ser punidos com coimas num valor totalmente incomportável”, critica o sindicato, afeto à CGTP/Intersindical.

Lusa

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