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Questionadas pela Agência Lusa, Galp, Cepsa e Repsol reconhecem que a introdução de portagens nas autoestradas A22, A23, A24 e A25 lhes trouxe uma acentuada descida nas receitas em zonas de venda das áreas de serviço, combustíveis, tabacaria e restauração.

Das três empresas, a única que vai além de um simples reconhecimento global da queda nas vendas é a espanhola Cepsa, que informa que já antes da introdução de portagens, em 2010 e 2011, o resultado líquido das suas 11 áreas de serviço nas autoestradas portuguesas “era na sua globalidade negativo”.

A petrolífera acrescenta que a partir de dezembro a quebra foi ainda mais significativa, porque, afirma, manteve os níveis de serviço, mas viu-se “confrontada com as mesmas despesas dos anos transatos”.

Relativamente aos dois postos de que é concessionária na A22 (Via do Infante), a CEPSA estima uma redução nas vendas entre 50% a 60%, quebra que se refletiu nos combustíveis, mas também nas áreas de tabacaria e restauração.

Na curta resposta enviada à Lusa, a Galp, empresa com mais áreas de serviço em autoestradas e ex-SCUT (sem custos para o utilizador), admite que a quebra já era muito acentuada antes da cobrança de portagens, mas acrescenta que essa tendência se reforçou “de forma muito clara a partir de dezembro”.

Com 26 áreas de serviço em autoestradas, a petrolífera espanhola Repsol limita-se a admitir que a introdução de portagens nas antigas SCUT e a consequente diminuição de tráfego naquelas vias se traduzem “numa acentuada quebra de negócio correspondente a essa queda, em toda a atividade das áreas de serviço”.

Nenhuma das três petrolíferas disponibilizou os resultados líquidos que concretizam estas fortes reduções de vendas.

De acordo com os últimos dados disponíveis, de finais de janeiro, a A22 sofreu uma redução de tráfego de 48,1% em dezembro de 2011 em relação ao mesmo mês do ano anterior, justificada pela Estradas de Portugal com as portagens, mas também com a conjuntura económica.

Nas outras três vias que passaram a ser pagas em dezembro registou-se diminuições na circulação entre os 29,4% e os 19,4%, com a empresa a sublinhar também o peso da conjuntura.

Lusa

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