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No período da Páscoa, a Estradas de Portugal (EP) e a Via Verde colocaram funcionários no local para ajudar na compra de títulos que permitem viajar na A22 (Via do Infante), mas mesmo assim formaram-se filas de grande dimensão, sobretudo na quarta e na quinta-feira, sendo que sexta-feira e hoje a situação ficou mais calma, não havendo registo de filas esta manhã junto à máquina.

Além de só existir apenas uma máquina no local, há também muitas situações de indecisão por parte dos automobilistas perante as opções que lhes são apresentadas pelo sistema informático da máquina de cobrança e pelos funcionários da Estradas de Portugal.

As maiores dificuldades são sentidas por quem fica de fora da tipologia estabelecida pelo sistema, como os que querem ficar mais de seis dias na região, os residentes no estrangeiro com veículo de matrícula portuguesa e os que alugaram carro no estrangeiro.

"Aluguei o carro em Madrid e agora quero ir passar quatro ou cinco dias a Portimão, onde tenho casa, antes de voltar de novo para Madrid, pela A22. Dizem-me que não têm solução para mim porque não faço a mínima ideia de quantas viagens vou fazer no Algarve", lamenta Luís Santos, de 46 anos.

Bem "à portuguesa", como diz, acaba por se decidir "pelo desenrascanço" e optar por uma via não prevista no folheto que recebeu na praça da fronteira: "Peço depois à família que pague a totalidade nos CTT".

Antes de se despedir, diz que andou "700 quilómetros sempre de borla em Espanha, desde Madrid até este atraso de vida".

A falta de uma máquina ou ponto de venda no sentido Lagos-Fronteira é apontado por um funcionário do Posto Misto como outra falha do sistema: "Se um estrangeiro não se quiser deslocar pela A22 quando chega a Portugal, mas chegar a Albufeira ou Lagos pela EN125 e quiser voltar para a fronteira pela Via do Infante, pura e simplesmente não tem como pagar essa viagem", enuncia.

Apesar de, tal como os colegas, se declarar "farto" de que espanhóis com dúvidas lhe vão bater à porta, pedindo informações que ali não têm obrigação de dar, o funcionário refere a "muita paciência" necessária perante um sistema de pagamento que lhes "dificulta a vida".

Liliana Lourencinho com Lusa
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