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"Espero que, em maio, por altura das comemorações do quinto aniversário do museu, a moeda possa estar na nossa posse para ser exibida", disse José Gameiro, diretor do Museu Municipal de Portimão.

Classificada como Aureus de Faustina, do século II, a moeda de ouro foi descoberta em 1970, durante as dragagens do estuário do Rio Arade, naquela cidade algarvia, que puseram a descoberto dois barcos com várias peças de metal, fragmentos de cerâmica e diversos vestígios de presumível origem romana.

Cunhada entre os anos de 152 e 156 em honra de Faustina Junior, esposa do imperador Marco Aurélio, a moeda foi entregue em 1970 à guarda da Caixa Geral de Depósitos.

O regresso da moeda a Portimão para integrar em definitivo o espólio arqueológico do museu, foi determinado por despacho da Secretaria de Estado da Cultura publicado na segunda-feira em Diário da República.

Segundo José Gameiro, "há muito que era esperada a decisão da tutela, para que a moeda pudesse regressar à sua origem", sublinhando que o museu "tem todas as condições para alojar aquele objeto de elevado valor histórico".

"A moeda enriquece o espólio arqueológico, de presumível origem romana, que foi encontrado no Rio Arade, e que testemunha a importância que o rio teve naquele período de influência romana", sublinhou aquele responsável.

"O exemplar único encontrava-se entre milhares de moedas que foram recuperadas durante os trabalhos de dragagem, acervo importante que atesta a presença de grande atividade comercial de então", destacou José Gameiro.

Lusa

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