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"Temos [o Governo] um desafio fundamental, que é passar das oito mil toneladas [de peixe produzido em aquacultura] que tivemos em 2008, para cerca de 40 mil toneladas até 2015", disse o ministro António Serrano, durante as cerimónias de adjudicação da Área de Produção Aquícola da Armona (APAA) e inauguração do Observatório de Aquicultura, em Olhão.

A APAA vai ter uma área de 34 quilómetros quadrados de extensão em zona marítima, divididos em 60 lotes, que vai ter capacidade para produzir cerca de 18 mil toneladas de peixe e bivalves em aqualcultura, ou seja mais de metade do que o que se produz atualmente em Portugal.

Trinta e um dos 60 lotes já estão atribuídos, sendo que 20 lotes são destinados à área dos bivalves o que vai permitir produzir 4,4 toneladas de mexilhão, ostras e vieiras. Os 11 lotes destinados para a área do peixe vão permitir produzir 14 mil toneladas de robalo, dourada, sargo e corvina, explicou o ministro.

Apoiar a investigação no setor aquícola e ajudar os agentes económicos a fazer bem aquacultura é essencial para gerar emprego e é também uma "alternativa à exiguidade dos recursos marinhos".

Um português consome uma média de 56 quilos de peixe por ano, mas a pesca portuguesa é deficitária para o consumo português, alertou António Serrano, acrescentando que a par da aquacultura, a industria conserveira pode também ajudar o setor das pescas em Portugal.

A indústria conserveira dá emprego a 2.500 pessoas e "está a recrudescer", "está a retomar a actividade, mas orientada por padrões de qualidade e inovação", disse, acreditando que aquele tipo de indústria "tem futuro" e vai "promover o desenvolvimento do Algarve".

O ministro da Agricultura e Pescas meteu hoje a mão no cimento e em tijolos e ajudou a lançar, simbolicamente, a primeira pedra da futura fábrica de conservas, a Freitasmar, uma unidade que vai ser construída de raiz na cidade piscatória de Olhão e que deverá estar terminada em dezembro deste ano, com uma comparticipação comunitária de 957 mil euros.

António Serrano inaugurou hoje o Observatório de Aquicultura em Olhão, um organismo que tem como missão congregar em torno da actividade da aquacultura a indústria, mas também a investigação e autarquias.

Acompanhar o desenvolvimento da aquicultura em Portugal de forma permanente, quer investigação e desenvolvimento tecnológico, quer nas actividades desenvolvidas por entidades públicas e privadas ou efetuar a ligação entre o setor produtivo, universidades e outros interessados são objetivos do Observatório de Aquicultura.

Lusa

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