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Praia_d_ana_lagosO principal acesso à Praia da D. Ana, no concelho de Lagos, cuja escadaria de madeira foi destruída pelo mar em fevereiro, deve ser aberto esta semana, disse à agência Lusa a presidente da autarquia.

“O acesso de madeira está a ser reconstruído, prevendo-se que os trabalhos de recuperação fiquem concluídos antes da Páscoa, para permitir o acesso ao areal”, disse Joaquina Matos, presidente da Câmara de Lagos.

A escadaria de madeira ficou parcialmente destruída pelo mar aquando do temporal que fustigou a costa portuguesa em fevereiro, ficando vedado o acesso principal à praia da D. Ana, considerada como um dos “ex-líbris” daquela cidade algarvia.

De acordo com Joaquina Matos, as condições climatéricas registadas nas últimas semanas “impediram que os trabalhos de reconstrução” da escadaria se iniciassem mais cedo.

“Tendo em conta a importância desta praia, verdadeiro cartão de visita para a cidade, é fundamental proceder à recuperação o mais depressa possível, a tempo de receber os muitos turistas esperados durante a época pascal”, sublinhou a autarca.

A D. Ana é uma das praias algarvias que apresenta riscos para os banhistas, aguardando há vários anos por trabalhos de consolidação das arribas e alargamento do areal.

A intervenção, prevista desde 1999 no Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Vilamoura/Burgau, prevê a consolidação das arribas, para minimizar os efeitos da erosão, e o alargamento do areal em cerca de 25 metros, com a recarga de 150 mil metros cúbicos de areia.

A empreitada de alargamento e consolidação das arribas na praia da D. Ana, orçada em cerca de dois milhões de euros, chegou a ser iniciada em 2009, mas foi suspensa dias depois, devido a um erro técnico no projeto.

“Neste momento decorre o concurso público e prevemos que os trabalhos, da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente, tenham início depois da época balnear”, acrescentou a presidente da autarquia.

Segundo Joaquina Matos, a segurança dos frequentadores daquela praia “continuará a ser uma preocupação”, mas assegura que “as zonas junto das arribas que oferecem menos segurança serão devidamente sinalizadas”.

“Penso e espero que as pessoas respeitem todos os avisos e que não haverá risco para a frequência da praia”, disse a autarca.

A presidente da Câmara de Lagos lembrou que as arribas “apresentam riscos de derrocada e as pessoas devem ter consciência e respeitar os perímetros de segurança”.

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