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Depois do levantamento das casas nos extremos da praia, a Polis tem agora pela frente a tarefa de, durante dois meses, inquirir proprietários e outros interessados, sendo quase certo que a maioria das casas na zona desafetada é apenas usada para férias.

Dois técnicos da empresa contratada pela Polis para fazer o levantamento bateram hoje a algumas portas na zona central da praia, mas o que encontraram foram casas vazias, algumas sem sinais de serem habitadas.

Na zona desafetada da praia de Faro há um total de 374 casas, às quais se juntam 248 nos extremos, que deverão ser demolidas (155 na zona poente e 93 na zona nascente), o que perfaz um total de 622 casas.

"Vamos atualizar a informação quanto ao risco existente e ver onde é necessário reforçar o cordão dunar para garantir a segurança de todo o sistema", disse aos jornalistas a presidente da Sociedade Polis, Valentina Calixto.

De acordo com a responsável, um sistema dunar degradado "não cumpre a sua função", sendo necessário avaliar onde o risco é maior para que sejam tomadas medidas que possam garantir a sua proteção.

Apesar de não se saber o número exato, a remoção de algumas casas é dada como certa: quer das que estão na zona de domínio público marítimo e não têm licença, quer das que estão situadas em faixas de risco.

"O objetivo é o reforço do cordão dunar e não a retirada das casas", reiterou Valentina Calixto, sublinhando que o plano de pormenor da praia de Faro, que deverá estar concluído em novembro, irá orientar as intervenções específicas em cada área.

"Neste momento não há resultados que permitam com rigor identificar quais as áreas em risco", disse, frisando que a zona mais a sul da estrada, junto ao mar, "é a mais vulnerável", o que não significa que não existam outras.

Lusa

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