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Os veículos, denominados “GOES”, foram oferecidos pela Fundação Vodafone e serão distribuídos por todo o país, ficando o Algarve ficar com três, sedeados na praia da Rocha (Portimão), em Monte Gordo (Vila Real de Santo António) e em Cabanas (Tavira), explicou o porta-voz do ISN, comandante Nuno Leitão.

“Estes veículos 4×4 vêm permitir uma maior capacidade de atuação em zonas de difícil acesso, como ilhas, onde os outros meios são mais pesadas e têm mais dificuldade”, explicou o porta-voz, durante uma ação destinada aos jornalistas e realizada hoje em Tavira, frisando que a estes veículos “juntam-se ainda 14 motos quatro e 14 motos de salvamento marítimo”.

Questionado sobre as queixas de alguns concessionários que têm dificuldade em contratar nadadores salvadores, Leitão refutou que haja falta de profissionais, dizendo que “só estes ano se formaram 2107".

“Se a estes nadadores salvadores juntarmos os que terminaram o curso o ano passado e o ano anterior, porque a validade é de três anos, temos mais de 4.000 nadadores salvadores habilitados a trabalhar nas praias portuguesas”, respondeu.

Leitão frisou, no entanto, que “ao ISN apenas cabe a formação e certificação de nadadores salvadores e depois lança-os no mercado de trabalho”.

“A partir daí é a lei da oferta e da procura e depende dos concessionários”, sublinhou, acrescentando que “na Costa da Caparica há falta de nadadores salvadores, mas a menos de uma milha, em Carcavelos, isso não se verifica”.

O comandante porta-voz do ISN admitiu que uma forma de ultrapassar esta situação é “a Federação de concessionários e as Associações de nadadores salvadores acordarem uma tabela salarial” para os nadadores salvadores, mas sem qualquer influência do Instituto ou da Marinha.

Durante a ação de hoje, além do contacto com os novos GOES e com as motos de salvamento marítimo, os jornalistas tiveram ainda formação em Suporte Básico de Vida de forma a conseguirem prestar o primeiro socorro a um náufrago.

Lusa

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