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“Nas primeiras projeções que a câmara já tem do terreno, os prejuízos são avultadíssimos”, afirmou hoje o presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, no final de uma reunião com a comissão interministerial para o apoio às vítimas dos fogos florestais, que decorreu hoje em Lisboa.

De acordo com o autarca, os prejuízos são “superiores a uma dezena de milhões de euros, nesta primeira análise preliminar”.

“Mas seguramente será superior na conjugação das várias vertentes, porque estamos a falar só para o concelho de Tavira”, acrescentou.

O autarca referiu ainda que o valor de área ardida representa “cerca de um terço do território do concelho”.

Na reunião de hoje, esteve também presente o presidente da Câmara de São Brás de Alportel, o outro concelho algarvio afetado na semana passada pelo fogo.

“Com uma avaliação prévia posso falar, em bens particulares e privados, diretamente ligados ao edificado, num valor de 1,5 milhões de euros, em termos florestais valores superiores a 13 milhões de euros, caso fosse este o ano de tirar a cortiça, principal bem económico destas famílias”, afirmou António Eusébio.

De acordo com o autarca, naquele concelho “foram afetadas mais de 60 famílias, mais de cem pessoas, diretamente por este fogo florestal”.

António Eusébio adiantou ainda que foram contabilizadas “dez habitações permanentes ardidas, 14 habitações parcialmente queimadas e várias dezenas de anexos, bem como algumas viaturas e bens móveis” destruídos pelo fogo.

O incêndio da Serra do Caldeirão deflagrou cerca das 14:00 de quarta-feira em Catraia, na freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, tendo alastrado até ao concelho de São Brás de Alportel.

As chamas só foram dominadas ao final da tarde de sábado, depois de um prolongado combate que chegou a mobilizar mais de 1.100 operacionais, 13 meios aéreos e mais de duas centenas de veículos.

A Proteção Civil admitiu nesse dia que o rescaldo se poderia prolongar por vários dias.

Na segunda-feira, o ministério da Administração Interna anunciou ter pedido à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) que apresente até ao dia 10 de agosto um "relatório pormenorizado" sobre os incêndios florestais que ocorreram no Algarve.

Num comunicado divulgado pela tutela, esclarece-se que o ministro Miguel Macedo assinou na segunda-feira um despacho em que se solicita "uma análise dos meios humanos e materiais envolvidos, bem como das fases de empenhamento dos mesmos, do grau de desempenho dos meios empregues durante as várias fases e ainda de eventuais dificuldades ou falhas na coordenação e avaliação dos meios envolvidos na operação, a cada momento".

Lusa

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