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“Lamento que tenham de ser os funcionários públicos a pagar o TGV e todos os disparates do Governo. É um desnorte completo e são os contribuintes que têm de pagar a fatura”, lamenta João Rosado, perspetivando que os algarvios vão começar a ir fazer as suas compras à vizinha Espanha, país onde o IVA é mais baixo.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ACRAL estima que o corte nos ordenados e o aumento do IVA vai “diminuir o poder de compra dos contribuintes” e perante esse facto a “economia paralela vai ser cada vez maior”, nomeadamente com os empresários a declararem cada vez menos.

O Governo anunciou na quarta feira um conjunto de medidas de austeridade com o objetivo de consolidar as contas públicas. Entre essas medidas estão o corte de salários de cinco por cento na massa salarial da Função Pública, o congelamento das pensões em 2011 e o aumento em dois pontos percentuais do IVA, que passará a ser de 23 por cento.

As restantes taxas do IVA também vão ser revistas.

O Executivo de Sócrates decidiu congelar os investimentos públicos, cortar os benefícios sociais e também os benefícios fiscais das empresas e criar um imposto sobre o setor financeiro.

Estas medidas têm de ser aprovadas na Assembleia da República para entrarem em vigor.

Lusa

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