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Presidente da câmara considera que classificação das muralhas e portas da Almedina valoriza património de Silves

“São processos que tínhamos lançado, estavam a decorrer, e finalmente chegaram ao final com a classificação como monumento nacional. Isto vem valorizar o nosso património e é importante termos esta classificação no concelho”, afirmou à Lusa o autarca Rogério Pinto.

O presidente da Câmara de Silves comentava a decisão do Conselho de Ministros de classificar as muralhas e a porta da Almedina da cidade, à semelhança de outras seis estruturas situadas nos concelhos de Castro Marim, Viana do Alentejo, Alcácer do Sal, Trancoso, Porto e Chaves.

Rogério Pinto afirmou que, apesar de muitas vezes “as pessoas não ligarem a estas classificações, quem faz investigação científica e está preocupado com estas matérias sabe que haver património classificado como monumento nacional é uma mais-valia”.

O autarca referia-se à riqueza histórica e arqueológica de Silves, uma das mais antigas localidades do Algarve, com vários monumentos que remontam ao tempo da ocupação islâmica da península ibérica.

A autarquia de Silves referiu, num comunicado, que “a Medina de qualquer cidade muçulmana é um dos dois polos fundamentais da organização urbana, desenvolvendo-se sob a proteção da alcáçova, mas ligando-se a ela através de, pelo menos, uma porta”.

A Câmara algarvia cita estudos realizados pela investigadora Rosa Varela Gomes, que apontam para “uma preexistência de origem romana no traçado das principais vias da almedina”.

“O primeiro eixo parte da Porta da Almedina e coloca em comunicação esta entrada principal com a Porta da Alcáçova. O segundo eixo é constituído pela Rua de D. Sancho I e relacionava diretamente as portas poente e nascente da cidade. No local em que estas duas artérias se uniam, localizava-se a mesquita maior, transformada, a partir do século XIII, na atual Sé Catedral de Silves”, precisa o estudo citado pela autarquia.

A câmara de Silves acrescentou que a “Porta da Almedina, apesar de muito alterada durante a época cristã, é uma estrutura maciça, protegida por duas torres de tipo albarrã e de configuração em cotovelo”.

“Silves, antiga capital islâmica do Gharb, ainda hoje se mantém como um desafio arqueológico de primeira importância. Apesar de parte do complexo militar ter sido suprimido nos séculos de domínio cristão, o que tem vindo a ser descoberto em sucessivas campanhas arqueológicas, em vários pontos da cidade, assegura o estatuto de campo arqueológico de vital relevância para o conhecimento da época islâmica no nosso país”, informou a autarquia.

Lusa

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