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A lista única concorrente liderada pelo autarca foi eleita na Assembleia Regional de Turismo do Algarve, de 32 membros, com 18 votos a favor, cinco contra e sete votos em branco. Dois membros da assembleia – UGT e Câmara Municipal de Lagos – faltaram à votação.

No final da sessão, Desidério Silva (autarca eleito pelo PSD) disse aos jornalistas que vai abandonar a presidência da câmara no fim do mês e que o cargo deverá ser ocupado pelo atual vice-presidente do município, José Carlos Rolo.

O presidente encontra-se no fim do seu terceiro mandato à frente da autarquia e, legalmente, já não se poderia recandidatar nas eleições de outubro do próximo ano.

Desidério Silva, sucessor de António Pina, que termina agora o seu mandato na ERTA, referiu que a falta de unanimidade na eleição para de hoje se deve “ao facto de se tratar de uma lista técnica e de empresários e não de natureza política”, mas ressalvou que isso “acaba por ser contraditório” com a falta de unanimidade na votação.

O recém-eleito desvalorizou a possibilidade de a esperada lei das Regiões de Turismo obrigar a novo ato eleitoral a curto prazo, sublinhando que essa legislação está para sair há um ano e a região “não pode estar parada” à sua espera.

Como prioridades do mandato que agora vai começar, apontou a junção da equipa em torno de objetivos ligados ao desenvolvimento do turismo.

“Para sobreviver, esta região tem que ter turistas e para isso tem que ter voos e acessibilidades”, disse, enunciando a criação de condições para criar mais ofertas de lazer e ocupação dos turistas no inverno e no verão como prioritárias.

“Cada um não pode estar virado para o seu canto. Há que envolver toda a gente, municípios, associações, empresários, em torno da promoção deste que é o maior destino turístico do país”, sustentou.

Desidério Silva desvalorizou a possibilidade de ter que fazer despedimentos na ERTA, devido à redução imposta pelo Orçamento de Estado: “Não vim para aqui para uma comissão liquidatária nem para despedir ninguém”.

Lusa
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