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Presidente da Câmara de Loulé quer Convento de Sto. António “reconvertido num centro de estudos marianos”

Foto © Vasco Célio
Foto © Vasco Célio

O presidente da Câmara de Loulé quer que o Convento de Santo António seja “reconvertido num centro de estudos marianos”.

A ideia foi anunciada no passado dia 3 deste mês no encontro com o pároco de Loulé, o padre Carlos de Aquino, no Cine-Teatro Louletano.

“Tenho conversado com o senhor padre Aquino porque gostaria muito de reabilitar de uma forma ousada o Convento de Santo António, toda a sua envolvente e pedonalizar todo o percurso que é percorrido pela procissão de Nossa Senhora da Piedade, entre a rotunda que tem a imagem da procissão em ferro forjado até ao sopé do monte quando se sobe para o cimo”, adiantou Vítor Aleixo.

“Fiz uma proposta e gostaria que o Convento de Santo António fosse reconvertido num centro de estudos marianos porque aquele património está ali abandonado tem de ser vivido e devolvido à sua vocação original”, prosseguiu o autarca, sublinhando que o projeto terá de ser levado a cabo em colaboração com a diocese algarvia. “Não seremos capazes de fazer nada disso se não houver a participação ativa da Igreja. Tenho a certeza de que vamos chegar a esse entendimento. Estamos a trabalhar e vai ser uma coisa extraordinária porque se há traço identitário desta comunidade louletana que mergulha fundo na sua história, é o culto mariano a Nossa Senhora da Piedade. Como autarca tenho de reconhecer isso e agir em consequência”, afirmou.

A edificação do que resta do antigo convento que chegou até aos nossos dias resulta de uma segunda fundação datada dos finais do século XVII.

Na primeira metade do século XVI, em 1546, foi fundado o primeiro convento da comunidade de frades Capuchos da Província da Piedade, da ordem religiosa de São Francisco, através de intercessão junto do papa Paulo III de Nuno Rodrigues Barreto, padroeiro do primeiro convento da Piedade que existiu em Faro. As obras iniciaram em 1546, e após alguns anos de ocupação este apresentava-se pequeno, limitado, e em mau estado de conservação. Os frades franciscanos procuraram outro local para erguer novo convento. A 11 de Agosto de 1675 foi lançada a primeira pedra pelo bispo do Algarve, D. Francisco Barreto, num terreno doado por André de Ataíde. A 22 de Junho de 1692, terminadas as obras, os frades mudaram-se para as novas instalações.

Após a extinção das ordens religiosas em 1834 o edifício do convento conheceu múltiplas utilizações, entre estas destacam-se uma fábrica de curtumes e a sua utilização para habitação, até que na década de 80 do século XX foi restaurado o espaço da igreja que desde então serve para fins culturais.

Vítor Aleixo anunciou ainda que em breve a Câmara Municipal publicará uma monografia das igrejas do concelho de Loulé. “Foi praticamente das primeiras decisões que tomei quando cheguei à câmara, a de pedir ao Francisco Lameira que fizesse um trabalho onde todas as igrejas do concelho fossem fotografadas, caraterizadas, estudadas e pudessem ser reunidas num volume. Isso está feito e está a ser impresso em português e inglês”, informou.

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