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Foto © Samuel Mendonça

A presidente da Câmara de Portimão lamentou no sábado a morte do antigo Presidente da República Mário Soares, destacando a sua intervenção na construção da democracia e “um dos grandes ícones políticos” em Portugal.

“Era o pai da democracia e um ícone político, uma pessoa que me inspirava e com quem me identificava, pelas suas ideias e visão ímpar de encarar o mundo”, disse à agência Lusa, a presidente da Câmara de Portimão.

Isilda Gomes relembrou as visitas que Mário Soares efetuava à Câmara de Portimão, sempre que se deslocava ao concelho, onde mantém uma casa de férias e que frequentava por largos períodos durante as férias de verão.

“Vou relembrar com saudade as conversas que mantínhamos no meu gabinete ou na sua casa na Praia do Vau, quando se deslocava a Portimão durante as férias, onde manifestava sempre a sua grande preocupação para com a situação do país e dos portugueses”, sublinhou a autarca.

Na opinião de Isilda Gomes, Mário Soares “era uma pessoa simples e que gostava muito de conversar, que procurava rodear-se das pessoas de quem mais gostava, mantendo uma relação de proximidade e com uma disponibilidade permanente para participar no que quer que fosse”.

“Mário Soares sempre gostou muito de Portimão, local onde dizia que se sentia muito bem”, sublinhou.

Para Isilda Gomes, a morte de Mário Soares representa “uma grande perda, não só para o país, como para toda a Europa, um homem de grandes capacidades políticas e humanas”.

A autarca apresentou “sentidas condolências” à família e amigos do antigo Presidente da República.

Mário Soares encontrava-se internado desde o dia 13 de dezembro, tendo sido transferido no dia 22 dos Cuidados Intensivos para a “unidade de internamento em regime reservado” do Hospital da Cruz Vermelha, depois de sinais de melhoria do estado de saúde.

No entanto, no dia 24, um agravamento súbito da situação clínica obrigou ao regresso do antigo chefe de Estado à Unidade dos Cuidados Intensivos.

No dia 31 de dezembro, dia da última atualização feita pelo hospital sobre o seu estado de saúde, Mário Soares continuava em “coma profundo”, mas “estável e com parâmetros vitais normais”.

Mário Soares, que morreu no sábado aos 92 anos, desempenhou os mais altos cargos no país e a sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa: combateu a ditadura, foi fundador do PS e Presidente da República.

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