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Centro_medicina_reabilitacao_algarveO presidente da Câmara de São Brás de Alportel, Vítor Guerreiro, considerou hoje ser “incompreensível” que continue por lançar o concurso para a escolha de um gestor privado para o Centro de Medicina e Reabilitação do Sul.

O centro é uma das poucas unidades do país especializada em medicina de reabilitação e era gerido pelo grupo Galilei, cujo contrato de sete anos terminou em novembro de 2013, sem que tenha sido feito ainda o concurso para a escolha de um novo gestor por parte do Estado, explicou o autarca.

Em declarações à agência Lusa, Vítor Guerreiro (PS) manifestou “preocupação” pela situação atual do centro, localizado no concelho de São Brás de Alportel, que passou a ser gerido pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve enquanto não é escolhido um novo gestor privado.

Segundo o autarca, a ARS e o ministro da Saúde, Paulo Macedo, já garantiram à Câmara que o concurso será “lançado em breve” e que, até à escolha de novo operador, o centro “continuará a ser gerido da mesma forma pela ARS”, sem “qualquer constrangimento, sem quaisquer faltas, com toda a segurança, qualidade e com tudo o que e necessário para manter o serviço de excelência”.

“As garantias são ótimas, quer da ARS do Algarve quer do senhor ministro, as reuniões são bastante profícuas, muito interessantes, fico tranquilo com aquilo que me é dito, mas depois o que verifico no local é que as situações vão-se agudizando, pioram de dia para dia e ainda nada foi resolvido”, lamentou Vítor Guerreiro.

Para o autarca, “é incompreensível que um contrato que acabou a 22 de novembro tenha chegado ao fim sem que nada tivesse sido feito no sentido de dar continuidade ou a possibilidade de prorrogação” e que se tenha já assistido “a contratos a termo de profissionais especializados que não foram renovados” ou “a faltas de medicamentos específicos para utentes” que a farmácia da ARS “não estava preparada para fornecer”.

A tutela terá garantido à autarquia, segundo o presidente da Câmara, que serão mantidos os 150 postos de trabalho do centro e que “a forma mais eficiente e que dá mais garantias de gestão desta unidade é com um contrato como estava anteriormente”, com um operador privado.

“Como se chegou a este ponto, é difícil perceber. Não existe uma explicação e uma razão muito lógica para que, durante sete anos, este processo tenha chegado ao seu término e não tenha sido atempadamente resolvido”, criticou.

Vítor Guerreiro defendeu, ainda, que “não há motivo para que o centro não funcione na sua plenitude”, porque “existe no Orçamento do Estado (OE) uma verba específica para a gestão do Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, no valor de oito milhões de euros”.

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