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Carlos_oliveiraO presidente da Cáritas Diocesana do Algarve diz que só no concelho de Faro “há aproximadamente 1500 crianças que estão no limite da pobreza”.

Em declarações ontem à Rádio Renascença à margem da inauguração da exposição fotográfica “Vozes das Crianças na Pobreza”, Carlos Oliveira considera este um “retrato severo”, acrescentando que o número estabilizou desde 2012, “o pico onde se fez sentir mais a crise”, mas não tem diminuído.

Segundo os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a pobreza infantil, praticamente um terço das crianças até aos 17 anos (30%) aparece situado num contexto social de pobreza.

“A situação tem a ver com toda uma instabilidade familiar que se criou com esta crise que ainda não saiu e que deve durar mais algum tempo”, considera Carlos Oliveira, adiantando que as localidades mais problemáticas no Algarve são Albufeira e Quarteira. “É onde se sente um maior nível de desemprego muito ligado à questão hoteleira e à construção civil”, explica aquele responsável, confirmando haver escolas no Algarve que mandam alimentação para casa dos alunos.

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