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“Tem de haver um pólo de congregação de esforços no Algarve”, declarou António Barão, numa intervenção que realizou na primeira reunião de trabalho da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), que está a decorrer hoje em Lagoa, Algarve, no Convento de S. José.

Para António Barão, presidente da direção da Casa dos Rapazes, é urgente que seja criada uma rede de instituições de solidariedade social no Algarve e, dessa forma, poder exigir às autarquias que não “fujam das suas responsabilidades”.

António Barão lamentou que quando pede subsídios às autarquias de onde são oriundas as crianças carenciadas que vivem na Casa dos Rapazes, as respostas dadas à instituição é de que não podem ajudar, porque já subsidiam a “petanca” ou o um qualquer clube desportivo”.

O diretor da Casa dos Rapazes recordou, por exemplo, que a Câmara de Faro está em falta no financiamento de um projeto para uma creche no âmbito do programa PARES que servirá cerca de 40 crianças.

A comparticipação da Câmara de Faro para a creche é de “35 por cento, 50 por cento da Segurança Social e 15 por cento da Casa dos Rapazes”, mas como a autarquia não entrega a sua parte e para que a obra não pare, a Casa dos Rapazes recorreu a um empréstimo de “390 mil euros à banca”, disse.

A Casa dos Rapazes é uma Instituição Particular de Solidariedade Social criada em 1944, que acolhe, educa e integra na sociedade 60 rapazes com idades compreendidas entre os seis e os 18 anos, que se viram privados de meio familiar normal.

A Agência Lusa questionou a Câmara Municipal de Faro sobre o atraso na comparticipação da creche, e o chefe do Gabinete da Presidência de Macário Correia, Cristóvão Norte, explicou que a autarquia tem intenção de proceder ao pagamento à Casa dos rapazes, mas devido às já conhecidas dificuldades financeiras aguarda que o Governo aprecie e aprove o plano de reequilíbrio financeiro da câmara, aprovado em Assembleia Municipal.

A autarquia pretende pagar todos os compromissos que foram feitos nos últimos anos, sabendo que não havia dinheiro para os pagar", acrescentou Cristóvão Norte.

Folha do Domingo/Lusa
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