Pub

Ao sacerdote foi entregue o documento atestatório da bênção apostólica que lhe concedeu o Papa Bento XVI, invocando a “abundância das graças divinas” por ocasião do seu 25º aniversário de ordenação sacerdotal, apresentado pelo bispo do Algarve na Eucaristia que teve lugar na igreja das Ferreiras.

Também o Presidente da República e a primeira-dama lhe endereçaram uma mensagem, lembrando os “25 anos de serviço do Senhor da Vida e das vidas dos homens”. Aníbal e Maria Cavaco Silva, seus amigos pessoais, evocaram os “homens e mulheres que, inspirados na fé, na força e no exemplo do padre César Chantre, tentam encontrar caminhos retos que os façam sentir-se dignos filhos de Deus” e que consideram que “o seu munus sacerdotal tem sido um conforto e uma luz”.

D. Ildo Fortes, bispo de Mindelo (Cabo Verde), a diocese de origem do sacerdote jubilado, manifestou o agradecimento daquela comunidade local pela entrega do padre César Chantre ao serviço da Igreja e o desejo de “poder contar com o seu especial afeto, apoio e generosidade”, não descartando a possibilidade de “uma colaboração mais estreita e efetiva” no futuro.

D. Paulino Évora, bispo emérito de Cabo Verde, destacou os “evidentes sinais de profecias” em torno da ordenação do sacerdote, considerando que uma ordenação sacerdotal, realizada na solenidade de São Pedro e São Paulo, “só podia conter uma mensagem, ou seja, que aquele que nesse dia mereceu os olhares amorosos do coração de Jesus sacerdote era chamado a ter uma vida especialmente marcada por uma grande amizade ao Senhor Jesus e por um zelo apostólico a toda a medida, aliados a uma disponibilidade evangélica a romper limites, à semelhança destas duas incomparáveis colunas e luminares da Igreja”.

A escritora Lídia Jorge lembrou que o sacerdote “se despiu de todos os títulos” e testemunhou que o que mais a tocou “é que sendo um homem de fé, ele conviva intensamente com os homens de fé, mas não só”.

Lídia Jorge destaca ainda o facto de o sacerdote, “sendo um homem de fé, abrace mesmo os que não praticam a fraternidade e lhes dê o exemplo, movido da esperança que só os homens bons têm sobre a natureza dos outros”. “O que mais estimo no nosso padre César, é que diante de cada pessoa, ele imagine que existe uma manifestação de Deus, e O louve por isso”, afirmou, considerando “comovente a sua humanidade” e destacando o “entusiasmo”, “esperança” e “exemplo de confiança no futuro” manifestado às crianças e aos jovens.

A escritora destaca ainda que “a fé surge para o padre César como expressão de sabedoria”.

Samuel Mendonça
Pub