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Promovida pelo Museu da Presidência da República, a mostra sobre os fotógrafos dos chefes de Estado ficará patente ao público durante três meses, até dia 12 de Setembro de 2010.

Desenvolvida ao longo da capela e de duas das salas superiores do Paço Episcopal, a exposição, que mostra pela primeira vez ao público os originais de algumas das mais relevantes e curiosas fotografias dos chefes de Estado portugueses, tem como objectivo dar a conhecer e valorizar o acervo fotográfico do Museu da Presidência.

Num total de quase duas centenas de imagens, e cobrindo um período que se estende de meados do século XIX à actualidade, em plena zona histórica de Faro, mostram-se fotografias de estúdio, retratos oficiais e fotos publicadas na imprensa, relativas a vários aspectos da vida pública e privada dos Presidentes da República.

O Museu da República Portuguesa sublinha por isso que “esta exposição é um valioso contributo para a história da fotografia em Portugal, tendo servido de pretexto para se recensear, estudar e dar a conhecer o trabalho de mais de 70 fotógrafos e estúdios fotográficos, nacionais e estrangeiros”. Estão representados nomes como Alfred Fillon, João Francisco Camacho, Eugène Pirou, Joshua Benoliel, Arnaldo Garcez, Firmino Marques da Costa ou Beatriz Ferreira, já falecidos, ou Eduardo Gageiro e Alfredo Cunha ou do luso descendente Pete Souza, fotógrafo oficial de Barack Obama.

“Fotógrafos e Fotografia – Retrato de Presidentes” apresenta também extractos de entrevistas aos profissionais que, desde 1976, exerceram as funções de fotógrafos oficiais do Presidente da República, tendo por missão acompanhá-lo em todos os actos oficiais. Eduardo Gageiro, Luís Vasconcelos, Alfredo Cunha, Jorge Brilhante e Luís Filipe Catarino – fotógrafo oficial de Aníbal Cavaco Silva – reflectem sobre os momentos mais relevantes dos seus percursos profissionais.

Tratando-se de uma exposição de fotografia centrada na figura dos Presidentes, complementada com registos audiovisuais das suas actividades e dos momentos mais significativos do seu mandato, o Museu da Presidência da República lembra que “esta é, também, uma boa ocasião para revisitar alguns dos momentos históricos mais relevantes da República Portuguesa, no ano em que se comemora o seu primeiro centenário”.

No dia da inauguração, Cavaco Silva assegurou aos jornalistas que aquela exposição foi “uma surpresa” para si, “porque não sabia que, na véspera do Dia de Portugal, se prestava homenagem aos fotógrafos dos Presidentes da República”, “Estou espantado com o espólio que aqui está reunido. Penso que é uma justa homenagem”, confessou o chefe de Estado.

Esta exposição adquire ainda um outro valor simbólico num ano em que comemora o Centenário da República pelo facto de, há cem anos atrás, forças republicanas terem ocupado e instalado serviços do Ministério da Marinha precisamente naquele espaço do Paço Episcopal, devolvido à Igreja muitas décadas depois.

Na celebração do primeiro centenário destes acontecimentos, a República volta ao Paço Episcopal de Faro, agora pacificamente, pela mão de um chefe de Estado filho do Algarve, sendo ali acolhida como sinal bem patente da reconciliação plena da Igreja algarvia com a República.

Com horário de visita de terça a sexta-feira das 10 às 19h e aos sábados, domingos e feriados das 11.30 às 18h, a exposição tem entrada paga, sendo o valor do ingresso de 2 euros, embora os maiores de 65 anos, os estudantes, os jovens entre os 11 e os 16 anos e grupos escolares paguem apenas 1 euro. A entrada é gratuita para desempregados e crianças até aos 10 anos.

Samuel Mendonça

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