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“Terminou em agosto o contrato que ligava o hospital à Rede de Cuidados Continuados. A Administração Regional de Saúde propôs que voltássemos a reativar a unidade de convalescença em Loulé e o hospital está a fazer todos os esforços para a ativar durante o mês de janeiro”, explicou Pedro Nunes.

O presidente do conselho de administração falava depois de na segunda-feira o PS/Algarve ter tornado públicas as suas preocupações pelo encerramento da Unidade de Convalescença que funcionava no Hospital de Faro até agosto em substituição do antigo internamento que funcionou no Centro de Saúde de Loulé entre 2007 e 2011.

Em comunicado, os socialistas alertavam para os prejuízos para a população dos concelhos de Albufeira, Loulé, Faro, São Brás de Alportel, Olhão, Tavira, Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim, que ficariam sem aquele tipo de cuidados de saúde, e diziam estranhar que a Unidade de Cuidados Paliativos prevista para aquele hospital “e financiada pela rede não tenha iniciado o seu funcionamento até à data”.

Recordando que o internamento em cuidados paliativos é deficitário em termos nacionais e regionais, os socialistas questionaram o resultado dos investimentos feitos na adaptação de espaços para as unidades de convalescença e cuidados paliativos realizados no Hospital de Faro.

Pedro Nunes assegurou que o hospital utilizou os espaços que tinham sido requalificados para o efeito, de acordo com o que estava estipulado nos contratos, que disse terem sido cumpridos “escrupulosamente”.

As áreas requalificadas estão atualmente a ser utilizadas com os serviços de medicina, pneumologia e oncologia.

Segundo o presidente do conselho de administração, a nova organização do espaço permite que os utentes tenham um “internamento digno com camas em enfermarias e não com doentes acumulados pelos corredores”.

No caso dos cuidados paliativos, Pedro Nunes disse que estão cinco camas destinadas a cuidados paliativos no piso onde funciona o serviço de oncologia e há quartos individuais em várias enfermarias do hospital para onde são transferidos os doentes que carecem daqueles cuidados de saúde.

De acordo com o presidente do conselho de administração daquele hospital, a equipa de cuidados paliativos desloca-se até aos locais onde estão os doentes.

“Os cuidados são prestados com a mesma qualidade e muitas vezes até em número superior às 15 camas previstas”, concluiu.

Lusa
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