Pub

Na quinta-feira que antecedeu o fim de semana prolongado de Páscoa, dezenas de veículos, na sua maioria espanhóis, acumularam-se na fronteira luso-espanhola, junto aos sistemas de compra de títulos para circular na ex-Scut (Sem Custos para o Utilizador), cenário semelhante ao do ano passado.

Ouvidos pela Lusa junto à Ponte Internacional do Guadiana, alguns turistas espanhóis mostraram-se desagradados com a espera para pagar as portagens eletrónicas, classificando o cenário como “caótico” e “terceiro-mundista” e prometendo não regressar de férias a Portugal.

Em comunicado, Desidério Silva defendeu uma revisão urgente do sistema de portagens para evitar a perda de turistas espanhóis, um dos principais mercados emissores para o Algarve, sugerindo que as portagens fossem suspensas durante a Páscoa e ao fim de semana, de sexta-feira a domingo.

"O turismo algarvio depende muito do mercado espanhol, onde o destino realiza grandes ações promocionais, e é sistematicamente confrontado com filas enormes na fronteira junto à ponte internacional sobre o rio Guadiana e métodos de pagamento que fazem com que alguns voltem para trás e que outros nem cheguem a entrar na região", afirmou.

De acordo com o ex-presidente da Câmara de Albufeira (PSD), a suspensão de portagens durante os períodos de maior movimento de turistas beneficiaria não só a economia da região, como do país, contribuindo para atenuar a crise económica numa economia "fragilizada" como a do Algarve.

"O Algarve e a sua economia não podem mais continuar a ser penalizados em alturas importantes para a atividade turística, como foram estes dias da Páscoa", sublinhou, criticando as barreiras "que impeçam os turistas do outro lado da fronteira" de visitar a região.

Desidério Silva lembrou ainda que a diferença do IVA cobrado na restauração e no golfe nacionais, comparativamente com Espanha, são outras das razões "para se tomarem medidas de apoio ao destino que gera mais receitas turísticas em Portugal".

Lusa

Pub