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Primeira igreja do Algarve dedicada a São Vicente, padroeiro principal da diocese

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A dedicação da primeira igreja no Algarve a São Vicente, padroeiro principal da diocese, foi realizada no domingo pelo seu bispo D. Manuel Quintas.

O prelado presidiu na comunidade do Rogil, da paróquia de Aljezur, à celebração da bênção e dedicação da nova igreja, cuja construção ficou agora concluída.

O bispo diocesano manifestou a sua “alegria muito grande”, que assegurou ser também a de “todos os algarvios”, por a diocese ter agora uma igreja dedicada ao mártir diácono. “Hoje todo o Algarve esteve em comunhão com esta comunidade do Rogil”, afirmou D. Manuel Quintas, lembrando que a 14 de fevereiro próximo se celebram os 225 anos de autorização da Santa Sé ao pedido do então bispo D. Francisco Gomes do Avelar para que fosse São Vicente o padroeiro da Igreja algarvia.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Antes da bênção da água, que serviu para benzer a imagem do patrono e aspergir as paredes e o altar do novo templo, o prelado recebeu chaves do edifício das mãos do seu construtor. D. Manuel Quintas entregou-as, por sua vez, ao pároco.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na homilia, após a bênção do ambão, o bispo do Algarve, que se deteve no testemunho da vida do padroeiro martirizado há 1.700 anos, lembrou que aquela igreja é “sinal do verdadeiro templo que é Cristo e das verdadeiras pedras vivas” que são os cristãos daquela comunidade. “Este espaço, estou certo, vai contribuir para construir aqui uma comunidade ainda mais viva, mais fraterna, mais missionária”, afirmou.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Que bom que seria que nós, como diocese, aproveitássemos mais estes espaços como lugares de oração, contemplação e escuta da palavra, para sairmos com o coração transformado pelo amor e pela misericórdia de Deus”, acrescentou ainda no final da celebração, depois da bênção do sacrário, desejando que a aquela comunidade possa desfrutar do novo espaço de culto.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O pároco recordou ter encontrado o projeto já em andamento quando foi nomeado para aquela paróquia há quatro anos. “Quando cá cheguei este sonho não era meu. Começou, por força das circunstâncias, a desenhar-se, a desenvolver-se, passando também a ser sonhado por mim. Para mim é também motivo de júbilo e alegria fazer parte deste sonho”, afirmou o padre Nuno Coelho.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote, que agradeceu ao bispo, aos antecessores, ao município, à Junta de Freguesia, ao construtor e a “todos os outros que prestaram algum tipo de serviço”, advertiu que “ainda há muito sonho para viver e por realizar, pois o sonho não está acabado”. “A colaboração de todos é essencial e é nesse sentido de comunhão e de comunidade que vos peço que não vos acomodeis, pois ainda há muito por fazer. Todos sois necessários. Não deixeis de sonhar, mas sobretudo não deixeis de viver a fé”, pediu, considerando que a comunidade do Rogil, “iluminada e protegida por São Vicente, há-de crescer e alicerçar sempre mais a sua fé”.

Também o presidente da Câmara de Aljezur considerou a construção da igreja “mais um passo de afirmação” daquela “comunidade dinâmica e com vontade de ir mais além”. “Enquanto presidente de Câmara é com muito orgulho que vejo nascer o novo templo. Tenho a certeza que será um local de encontro espiritual, de paz, de reflexão e, acima de tudo, de solidariedade e amor entre todos”, afirmou José Gonçalves, acrescentando que “a comunidade do Rogil agora tem uma responsabilidade acrescida”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O autarca lembrou ainda ter sido o município a ceder em 2009 o terreno com cerca de 1360m2 para a igreja, bem como apoios para a sua construção. A igreja, cujo custo de construção deverá ascender a mais de 250.000 euros (mais IVA), foi apoiada pela autarquia em cerca de 55.000 euros para a construção e 15.000 euros para mobiliário. A este apoio juntou-se outro proveniente da Junta de Freguesia local e de uma empresa e de particulares no valor de cerca de 40.000 euros. A renúncia quaresmal da Diocese do Algarve do ano passado também reverterá para aquele fim, mas o valor ainda não está apurado.

O presidente da Junta de Freguesia também considerou a construção da igreja “um grande feito”. “Foram anos de muita luta para aqui chegarmos. Esta igreja era o sonho de muitos rogilenses. Este dia passa a ser um marco muito importante para a nossa freguesia”, afirmou Elieser Candeias.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A igreja do Rogil, em plena Costa Vicentina, era, de facto, um anseio antigo dos rogilenses e a sua construção teve início em 2012, com o lançamento da primeira pedra em maio daquele ano. Aquela comunidade começou por celebrar a eucaristia na casa de um particular, no armazém de um café, na escola primária e no pequeno salão da Junta de Freguesia ao longo de 20 anos. Desde outubro de 2011 deixaram de celebrar ali, passando para o edifício de um antigo minimercado, cedido gratuitamente pelo seu proprietário, para a celebração dominical.

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