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No posto da praia Verde, concelho de Castro Marim, o enfermeiro Pedro Mendes explicou que “os problemas mais recorrentes são as tensões arteriais, as picadas de peixe-aranha, as pequenas escoriações, as indisposições, as más disposições de diabéticos”.

Mendes frisou que cada dia “é um mundo” e o objetivo dos postos é dar resposta a pequenos problemas, que na sua maioria não precisam de ser tratados em centros de saúde convencionais, mas reconhece que às vezes a afluência de pessoas é grande.

“Há dias mais complicados, principalmente aos fins-de- semana, porque aqui vêm muitos espanhóis e há muita gente, mas os últimos 15 dias de julho e os primeiros de agosto são os mais complicados”, afirmou, sublinhando que “chegam a fazer fila” para serem atendidos.

O coordenador dos postos de saúde de praia do Algarve, Tadeu Freitas, disse que, “no ano passado, nos 32 postos de praia instalados no Algarve, de 01 de julho até 31 de setembro”, embora só 13 ficam abertos no mês de setembro, foram atendidas cerca de 38 mil pessoas”.

“Dessas, cerca de 66 por cento eram pessoas que não residiam no distrito de Faro, eram pessoas que vêm para cá de férias”, precisou.

Tadeu Freitas explicou que um dos objetivos da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve ao estabelecer o protocolo com a Cruz Vermelha para a abertura dos postos de saúde de praia “é claramente retirar estas pessoas dos centros de saúde, porque são coisas pequenas, que se conseguem resolver com os enfermeiros e os equipamentos que estão nos postos de praia”.

“Só 0,4 por cento foram encaminhados para as unidades de saúde para serem vistos por um médico e terem um atendimento diferenciado”, frisou, considerando que se esses postos de praia não existissem “de certeza metade iria ao centro de saúde”.

Freitas explicou ainda que a escolha da localização dos postos de saúde de praia “é da ARS, em cooperação com a Cruz Vermelha, com base na experiência de muitos anos a fazer isto”, mas “tem sempre como base o número de pessoas que acorrem aos sítios e a deslocalização relativamente às unidades de saúde de referência”.

Exemplo do segundo caso é o de Aljezur, onde Freitas disse que as populações locais aproveitam no verão a abertura do centro para fazerem alguns tratamentos porque o centro de saúde mais próximo está distante.

A participar neste atividade, segundo o coordenador, “estão 100 pessoas no global da coordenação da própria atividade” e “32 enfermeiros, prestadores por dia”.

Lusa
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