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aquacultureA ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas, anunciou hoje que a procura de investidores interessados em aquacultura ‘offshore’ no Algarve foi superior em 40% às áreas disponíveis, admitindo disponibilizar novas áreas.

“No Algarve tivemos candidaturas que superam a área que estava disponível em cerca de 40%. Os candidatos estão a ser seriados e haverá uma decisão de acordo com o regulamento”, afirmou Assunção Cristas, quando questionada sobre os resultados do concurso internacional para a exploração de áreas de aquacultura ‘offshore’ (em mar aberto), entre o Algarve e Aveiro, lançado em meados de julho.

“Isto sugere que há procura, há interesse, e que, eventualmente, podemos caminhar para mais áreas”, adiantou a ministra, à margem de um seminário sobre o mar, organizado pela Assembleia da República.

Os concursos públicos internacionais previam a atribuição de duas concessões para produção em mar aberto com a duração de 30 anos, no Algarve e ao largo de Aveiro, mas os investidores não mostraram interesse por esta região.

“Sabíamos que estávamos a propor áreas mais difíceis, mais desafiantes, o mar [da região de Aveiro] é mais difícil, mas as áreas estão pré licenciadas e poderão continuar a estar disponíveis para quem no futuro, com mais tecnologia e, se calhar, com um bocadinho mais de capacidade de arriscar, se queira dedicar a essas áreas”, sugeriu a governante.

No Sul, “as pessoas estão mais interessadas”, até porque no Algarve existem “boas experiencias com bons resultados” em matéria de aquacultura ‘offshore’, comentou Assunção Cristas.

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