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Produtores da Ria Formosa querem reavaliação de área de aquacultura da Armona

MariscadorProdutores e moradores da Ria Formosa pediram ao Governo uma reavaliação da área de produção aquícola da Armona, que está a impedir o acesso da comunidade piscatória a uma barra natural, corredores de navegação e áreas de pesca.

A Olhãopesca – Organização de Produtores de Pescado do Algarve, a Formosa – Cooperativa de Viveiristas da Ria Formosa e a Associação de Moradores da ilha da Culatra subscreveram um documento dirigido à tutela, a alertar para os problemas que sentem por, seis anos após a sua criação, a área de aquacultura da Armona estar a ser explorada em apenas 40% e a restante área estar com acesso interditado.

No documento conjunto dirigido ao secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, as associações pedem ao executivo para reavaliar os prós e os contras da criação da área piloto da Armona e para redimensionar o projeto, libertando a área que não estiver a ser explorada.

Querem ainda que o Governo pondere melhor a criação, anunciada em Diário da República e para a qual lamentam não ter sido consultadas, de uma nova área de produção aquícola no Algarve, entre Tavira e Vila Real de Santo António, e que terá “uma dimensão de quatro quilómetros por dois, numa área de implantação semelhante à da Armona”, segundo um dirigente da Olhãopesca ouvido pela agência Lusa.

Miguel Cardoso lamentou que a comunidade piscatória local esteja impedida de aceder a uma área onde tradicionalmente pescava, devido aos limites de uma zona de produção aquícola “que tem apenas 40% a ser explorada, e bem, por algumas empresas”.

“Mais de metade da área está interditada e sem estar a ser ocupada e explorada, criando um impacto negativo nas comunidades locais”, afirmou, frisando que “se trata de uma zona de domínio público marítimo, situada numa área rica de pesca, num corredor de navegação e praticamente em cima de uma barra natural, que é a barra do Lavajo”.

Além das dificuldades de acesso das embarcações à barra natural, que está assoreada e próxima dos limites da área de aquacultura da Armona, os prejuízos são sentidos porque não se pode pescar dentro da zona e “há um impacto negativo no sistema hídrico da Ria Formosa”, através das retenções de plâncton ou dificuldades de renovação da água, que prejudicam “a aquacultura tradicional realizada dentro da ria”.

A Formosa, através do seu presidente, Augusto da Paz, também apontou as dificuldades de acesso à barra do Lavajo e os problemas de renovação de água na ria Formosa como fatores que estão a prejudicar os viveiristas.

“O Governo tem que ver isto bem, porque está-se a causar problemas às comunidades locais para ter uma área de produção que na sua maioria está desocupada. Ou a área é toda explorada ou liberta-se a parte que não está a ser utilizada”, propôs Augusto da Paz.

A área de produção aquícola da Armona foi criada com o objetivo de impulsionar a aquacultura em alto mar e é utilizada para a produção de bivalves, como ostras, mexilhão ou vieira, assim como para a instalação de armações de atum.

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