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O bispo do Algarve, que presidiu à Eucaristia de Envio, promovida pelo Secretariado da Pastoral Escolar da diocese algarvia, reuniu-se antes com todos no habitual encontro de lançamento do ano letivo, no Seminário de São José, em Faro.

O prelado disse-lhes que a presença da Igreja e da diocese, através deles, nas escolas é, por si, muito valorizada e “tem necessidade de ser reconhecida não apenas pelo bispo”. “Para isso, é importante trabalhar unidos e estas reuniões têm o objetivo de partilhar projetos, sonhos e dificuldades”, disse, sublinhando a importância da união e comunhão. “É importante que, no serviço da Igreja, ninguém se sinta a trabalhar a título individual, desligado do conjunto e do corpo que constituímos”, disse, apelando também ao sentido da corresponsabilização nos diferentes serviços e ministérios desempenhados na Igreja. “As dificuldades são muitas para todos os professores e também para os desta disciplina porque, por ser voluntária, existe muito mais de vós. Mas isso não deve ser motivo de desânimo, antes deve apelar à criatividade”, acrescentou.

Mais tarde, já na celebração eucarística que se seguiu na capela do Seminário diocesano, concelebrada pelo padre António da Rocha, assistente do Secretariado Diocesano da Pastoral Escolar (SDPE), evidenciou o alcance da missão dos educadores. “Se é verdade que a escola reflete a sociedade que temos, também é verdade que aquilo que a escola propõe se reflete no mundo de hoje”, afirmou D. Manuel Quintas, alertando aqueles professores para a importância da coerência do testemunho cristão, da fidelidade à Igreja e da qualificação profissional. “O professor ensina tanto ou mais com o seu exemplo e testemunho, com as apreciações que faz sobre os acontecimentos. Ao nível da transmissão de conhecimentos e conteúdos sabemos que o testemunho é o mais eficaz”, disse.

No final da Eucaristia, que prosseguiu com o compromisso, bênção e envio dos docentes, o SDPE homenageou a recém-aposentada irmã Fernanda Mendes, de Monchique, pelos 34 anos de ensino da disciplina de EMRC, os últimos 10 dos quais vividos no Algarve.

O Algarve conta este ano com 44 docentes de EMRC e apenas não ainda têm professor as escolas EBI de Alcoutim, EBI de Martim Longo, Secundária de Tomás Cabreira (Faro) e EB 2.3 João da Rosa (Olhão). No entanto, Edite Azinheira, diretora do SDPE, explicou à FOLHA DO DOMINGO que conta ter os professores nestas quatro escolas até ao final da próxima semana.

Samuel Mendonça

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