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Completados os três primeiros anos do Programa Pastoral projetado de 2012 a 2017, que interpelaram e motivaram pelo “chamamento à Fé”, pelo “chamamento ao Amor” e pelo “chamamento à Santidade”, a Igreja católica algarvia cumpre agora, o quarto ano daquele percurso programático para responder, em 2015/2016, ao “chamamento à Vida”.

Sob o lema “Chamados à Vida: Em Cristo, a plenitude da vida (Jo 10, 10)”, o novo Programa Pastoral para 2015/2016 da Diocese do Algarve, ao qual Folha do Domingo teve acesso, tem presente a afirmação de Jesus: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10).

O novo ano pastoral será assim marcado pelo estudo da constituição Dei Verbum – uma das quatro constituições saídas do Concílio Vaticano II – e inspirar-se-á em alguns acontecimentos que marcam a atualidade da vida da Igreja universal, nacional e diocesana. “O sínodo sobre a vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo, o Ano Santo da Misericórdia, a visita da imagem peregrina à nossa diocese, a continuação do Ano da Vida Consagrada e a ocorrência do bicentenário da morte de D. Francisco Gomes de Avelar, constituem preciosos e oportunos instrumentos de inspiração e ação pastoral”, refere o documento.

No contexto da celebração do Jubileu da Misericórdia pede-se que se aproveite essa ocorrência “para «evangelizar», sensibilizar e mobilizar toda a diocese para os objetivos propostos pelo Papa Francisco para este ano santo, o que pressupõe que os fiéis conheçam e aprofundem a respetiva Bula de proclamação do Jubileu extraordinário da Misericórdia”. “Elaborar catequeses sobre a «misericórdia» como apoio para a vivência quaresmal”, “disponibilizar, em cada Igreja Jubilar, um programa espiritual devidamente calendarizado”, “responsabilizar cada vigararia/paróquia/movimento diocesano sobre a preparação e celebração das diversas celebrações jubilares calendarizadas”, “difundir um cartaz alusivo e pagelas referentes ao Ano da Misericórdia”, “dotar cada igreja jubilar de um sinal exterior identificativo”, e “seguir um ritual próprio para a abertura da porta santa em cada igreja jubilar” são outras propostas enunciadas.

No que concerne à visita da imagem de Nossa Senhora de Fátima, o programa pastoral apela a “mobilizar toda a diocese (vigararias, paróquias, movimentos, associações) para o acolhimento e a passagem da imagem peregrina”, a “dar a conhecer os objetivos desta visita”, a “elaborar e divulgar, em cada paróquia onde pernoita a imagem peregrina, o programa celebrativo do seu acolhimento, presença e despedida”, a “preparar e disponibilizar, pelos Serviços Diocesanos, material alusivo à visita (cartazes, pagelas, desdobráveis, terço), bem como as instruções sobre o transporte da imagem (viatura e andor) e o serviço dos dois motoristas que a acompanham ao longo de todo o tempo que permanece no Algarve” e a “realizar nas paróquias que acolhem a imagem peregrina um ofertório para as despesas da visita”.

Relativamente à celebração do bicentenário da morte de D. Francisco Gomes do Avelar propõe-se “proceder à sua abertura na mesma celebração de abertura da Porta Santa na Catedral” no dia 13 de dezembro deste ano, “envolver as paróquias no contributo de informações locais relacionadas com este bispo, remetidas para a vigararia pastoral”, através do email bispofranciscogomes@gmail.com, e “programar eventos culturais e celebrativos, a anunciar oportunamente, e a realizar progressivamente até dezembro de 2016”.

O programa diocesano destaca igualmente a intenção de “investir ainda mais” em “determinadas áreas e iniciativas” porque “se reconheceu, pela avaliação feita, uma particular adesão a suscitar continuidade”. A “Escola vicarial de Leigos, como suporte para estudos, reflexões e aprofundamentos futuros”, o “cuidado pela formação litúrgica” com particular na “insistência da preparação e celebração dos sacramentos da iniciação cristã”, a “implementação da oração em família” na continuidade da atenção a esta “importante dimensão” da pastoral, o “empenhamento ministerial em geral e na sensibilização ao sacerdócio e à vida consagrada em particular”, o “recurso a iniciativas promotoras de aprofundada vivência espiritual como caminho para a santidade” e a “exigência da formação cristã a todos os níveis, com especial incidência na catequese de adultos e na pastoral de sequência” são os aspetos apontados.

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